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Perdão

agosto 13, 2014

vania-mugnato-vasconcelosAquele dentre vós que
estiver sem pecado,
atire a primeira pedra.
(Jesus, em João, cap VIII)

Todas as religiões, por princípio, pregam o perdão, e esclarecem que perdoar é parte indispensável do processo de evolução moral individual e coletiva, bem como da caridade bem aplicada. Nas doutrinas religiosas cristãs, esta palavra – PERDÃO – está sempre vinculada ao exemplo de Jesus, bem como às suas assertivas de que devemos perdoar não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes. Perdão incondicional e ilimitado, eis o que Ele nos propôs.

Mas o que entendemos por perdoar? Como perdoar sem permitir que o mal nos envolva, sem nos deixar ficar sob as instâncias daqueles que nos magoam, ferem, ofendem?

Não resistais ao mal… apresenteis a outra face, entregueis também o manto, caminhei dois mil passos… mais palavras de Jesus! Como? Como não resistir, como fazer ainda mais do que nos exigem os que erram conosco?

Jesus jamais quis ser literal nestas afirmações, jamais nos convidou a deixar o mal impune, nem compactuar com ele. Jesus utilizou de imagens comuns, cotidianas, para nos mostrar que o que nos ofende não é tanto a agressão do outro, mas o ORGULHO que carregamos, o qual nos faz sentir ofendidos e, pior, ter que revidar o mal recebido, para não passar por covardes. Não, Jesus não quis dizer para deixarmos de reprimir o mal, mas para não pagar o mal com outro mal. Perdão é o pagamento do mal com o Bem…

Por esta nossa limitação em perdoar, exatamente porque estamos a milênios alimentando na alma o orgulho e o egoísmo, é preciso exercitar o perdão. Este exercício trabalha nosso orgulho, reeduca nosso (falso) senso de superioridade, além de colocar cada coisa em seu lugar correto, pois se os outros erram, nós também erramos, se os outros precisam ser perdoados, nós também precisamos.

O perdão nivela os homens pelo que neles há de melhor, libertando quem perdoou, dos maus sentimentos que o escravizavam a quem o feriu.

O Evangelho Segundo o Espiritismo, terceira obra básica da codificação espírita, tem uma receita bem simples para o agir do cristão, em todas as ocasiões: o B I P !

Benevolência (qualidade de quem é benévolo = bom) para com todos.
Indulgência (qualidade de quem é indulgente = clemente) para com as imperfeições alheias.
Perdão (qualidade de quem perdoa = desculpa) das ofensas.

Unamo-nos ao que nos dizem os Espíritos!

Espíritas, jamais vos esqueçais de que, tanto por palavras, como por atos, o perdão das injúrias não deve ser um termo vão. Pois que vos dizeis espíritas, sede-o. Olvidai o mal que vos hajam feito e não penseis senão numa coisa: no bem que podeis fazer. (…) Feliz, pois, daquele que pode todas as noites adormecer, dizendo: Nada tenho contra o meu próximo. (O Evangelho Segundo o Espiritismo – Bem Aventurados os Misericordiosos).

Pergunte-se…
Você deseja aprender a perdoar?
O que lhe falta para começar?

Vania Mugnato de Vasconcelos

Vania Mugnato de Vasconcelos
Vania Mugnato de Vasconcelos

Advogada, Bacharel em Serviço Social, pós-graduada em Recursos Humanos. Casada, mãe, espírita desde os 12 anos de idade, palestrante em vários centros no interior de São Paulo. Trabalhadora do CE João Batista de Jundiaí – SP, atua na casa como palestrante e Coordenadora do Grupo de Pais. Discípula de Jesus pela Aliança Espírita Evangélica do ABC, é oradora em casas espíritas vinculadas à USE Regional Jundiaí. Também é oradora em seminários realizados pelo Instituto Chico Xavier de Itu, em parceria com outros trabalhadores da seara espírita. Articulista espírita em redes sociais, jornais e blogs, seus textos e poemas estão disponíveis ao público na internet, bem como possui canal de vídeos no Youtube contendo palestras e estudos espíritas.

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