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Os invisíveis

agosto 23, 2014

marcos-paterra2A maioria das pessoas, quando visita Casas Espíritas, quer por curiosidade conhecer os fenômenos “paranormais”, querem dialogar com médiuns incorporados, receber psicografias, muitos querem inclusive se possível ver os espíritos.

Alguns saem revoltados por não ver o espírito, alegando que ele estava “invisível”, essas pessoas mal sabem que antes de tentar ver os espíritos, deveriam ver outros seres “Invisíveis”.

E esses “invisíveis” são encarnados, e estão muitas vezes mais perto e dizendo coisas muito mais importantes, e não são notados.

Quantas pessoas vão à padaria tomar um simples cafezinho, mas ao perguntar a elas como era a pessoa que as serviu no balcão, elas não vão se lembrar.

Quando os frequentadores vão a um centro, bebem água fluidificada que está no copo, mas não notam quem colocou a água ali.

Sentam-se em cadeiras limpas, o chão está varrido, assistem à palestra, mas nem notaram que os “Invisíveis” estiveram ali, varrendo o chão, limpando a cadeira e colocando a água para fluidificar.

No dia a dia, poucos notam a presença dos “invisíveis”, locais como restaurante onde poucos se lembram do garçom, ou da loja invisivelonde comprou a caneta, quem se lembra do balconista?

Isso gera outra questão, se não se lembra das pessoas com que se relaciona no dia a dia, sugere também que não houve diálogo, o cumprimento: “Bom dia”, caso tenha dado, foi um gesto mecânico, uma simples frase de educação, não houve o real desejo que a pessoa tenha um BOM DIA!

Eu me pergunto: Como se pode querer ver espíritos, se não enxerga as pessoas a sua volta? Como se pode querer falar, ou receber mensagens de espíritos, se não falam com as pessoas a sua volta?

O espiritismo nos ensina a conhecer a nós mesmos, conhecer ao próximo, nos ensina a ter consciência de nossos atos, assim como usufruir do livre arbítrio.

Portanto amigo leitor, o bom espírita, não é o que procura ver os espíritos invisíveis, e sim as pessoas que estão invisíveis ao redor.

Vamos dar mais atenção para aqueles ao nosso redor, um “Bom Dia” pode gerar alegria, uma amizade, além de sensação de bem estar.

Desse modo, os espíritos invisíveis, que nos acompanham podem até se comunicar… Agradecendo.

Marcos Paterra

Marcos Paterra
Marcos Paterra

Psicopedagogo, articulista, palestrante e membro da Associação Médico Espírita da Paraíba.

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