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Quando o Egoísmo espera Gratidão

outubro 15, 2014

vania-mugnato-vasconcelosQuando uma pessoa faz o bem para outra, poderá receber de volta indiferença ou gratidão. Fato incontestável, que provoca algumas reflexões.

Se nosso desejo limita-se ao reconhecimento alheio para satisfação do ego, não sentimos o mesmo prazer em realizar quanto em escutar um “obrigado”. O que fazemos possui como objetivo final ouvir essa palavra, pois somente ela pode fazer-nos repetir o gesto que a provocou – parece que “crescemos” ao escutá-la.

Significa que a ação, mesmo boa e generosa, não tem um fim bom e generoso, mas estritamente egoístico; infelizmente, quão comum é dizermos “E nem um obrigado? Não faço mais!”.

Mas, quando realizamos algo por amor, amizade ou fraternidade, a gratidão do outro nos preenche com uma alegria sóbria, de um prazer suave, de uma satisfação pura, pela virtude que o outro possui de reconhecer quando recebe algo bom do próximo. Contudo, a maior diferença para com a postura anterior é que a ausência da gratidão alheia, por dispensável ao ego, não nos impedirá de continuar a realizar o bem ainda que nada recebamos em troca.

Estamos, por enquanto, em fase de luta íntima entre nossas imperfeições milenares e as virtudes que gradativamente temos procurado desenvolver. Avaliar como reagimos perante a gratidão ou ingratidão alheias, constitui boa referência para uma autoanálise a respeito de nossas reais virtudes.

Se perdemos o prazer de agir, se nos recusamos a realizar novamente, se julgamos o comportamento alheio, porque não foram gratos a nós, isso prova que ainda estamos mais presos ao egoísmo que o círculo da verdadeira caridade.

Somente quando não temermos a ingratidão, quando para nós for um prazer realizar o bem pelo ato em si, quando não for importante o que falarão os outros a respeito, é que poderemos dizer que estamos desenvolvendo a virtude que eliminará o egoísmo de nossa existência.

Recordemos que os bons espíritos, na Codificação Espírita, deixaram claro que é o egoísmo o pano de fundo de todas as imperfeições. Assim, ao eliminá-lo de nossas vidas, pouco a pouco, estaremos também eliminando outras imperfeições que ainda carregamos na alma.

Quem deseja um mundo melhor, precisar melhorar o mundo dentro de si.

Vania Mugnato de Vasconcelos

Vania Mugnato de Vasconcelos
Vania Mugnato de Vasconcelos

Advogada, Bacharel em Serviço Social, pós-graduada em Recursos Humanos. Casada, mãe, espírita desde os 12 anos de idade, palestrante em vários centros no interior de São Paulo. Trabalhadora do CE João Batista de Jundiaí – SP, atua na casa como palestrante e Coordenadora do Grupo de Pais. Discípula de Jesus pela Aliança Espírita Evangélica do ABC, é oradora em casas espíritas vinculadas à USE Regional Jundiaí. Também é oradora em seminários realizados pelo Instituto Chico Xavier de Itu, em parceria com outros trabalhadores da seara espírita. Articulista espírita em redes sociais, jornais e blogs, seus textos e poemas estão disponíveis ao público na internet, bem como possui canal de vídeos no Youtube contendo palestras e estudos espíritas.

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