
É obra Divina!
Jesus é o Mensageiro de Deus, entre seus filhos desgarrados que vivem na Terra. O Divino Jardineiro nos trouxe, há dois mil anos, a mais sublime lição de amor e sabedoria que nosso planeta conhece.
E a Doutrina Espírita, sendo o Consolador Prometido por Ele, faz compreensíveis, pelos conhecimentos que traz, inúmeras passagens dos Evangelhos que nos pareciam obscuras.
Complementando a imensa gama de informações que o Espiritismo nos oferece, a lavra psicográfica de F. C. Xavier nos dá noções ainda mais profundas a respeito da vida e obra de Jesus.
Nosso escopo, nesse trabalho, é analisar a passagem citada no capítulo III do livro “Boa Nova”, de autoria de Humberto de Campos, psicografado por Chico Xavier, onde o autor narra o diálogo entre o Cristo e o juiz Hanã. Esse encontro de opostos revela a questão mais importante de todas, nos ensinos do Cristo: o foco no Amor, que nos move e alimenta nossa alma!
Segundo o Mestre de Nazaré, o Reino de Deus “… é a obra divina no coração dos homens”. Sendo, segundo Jesus, “no coração”, essa obra baseia-se em sentimentos, não em raciocínio. Digamos então, que quem ama conhece o caminho que leva ao Criador, sem desvios e sem obstáculos. Provocar sentimentos que nos inflamem e nos induzam a intervenção perante a dor alheia… Eis o objetivo!
Quando, no diálogo, se discutiu a questão das obras, Hanã debocha e desvia o assunto (típica resposta dos judeus helenizados):
– … Já viste alguma estátua perfeita modelada em fragmentos de lama?
E a sublime resposta Crística:
– Nenhum mármore existe mais puro e mais formoso que o do sentimento, e nenhum cinzel é superior ao da boa vontade.
São estas, segundo Jesus, as maiores e melhores ferramentas para a nossa reforma íntima! Fica claro para nós que a obra é divina, mas o material (mármore) e a ferramenta (representada pelo cinzel) são nossos! Estaria o nosso coração apto para que Deus, através do Evangelho, molde-o (como a estátua), ferindo-nos (com o cinzel da dor) da menor forma?
Falha grave cometemos, quando tentamos procurar ou implantar o Reino de Deus fora de nós, como se houvesse no Universo, um lugar privilegiado… Na verdade, é necessário que construamos esse Reino, dentro!
Urge nosso esforço e vontade de ser útil, agindo no plano físico como instrumentos de Deus, colaborando em sua obra.
André Luiz Lesi Sobreiro
Nota do editor:
Imagem em destaque disponível em <http://papeldeparede.fotosdahora.com.br/papeisdeparede/14860/Luz_no_ceu/>. Acesso em: 27ABR2015.
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