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O que você procura indo ao centro Espírita?

setembro 12, 2015

wellington-balboAo observar o vai e vem de pessoas pelas dependências dos centros espíritas aos quais visitava, colocava minha mente para trabalhar e imaginava:

Qual seria, realmente, o anseio desta pessoa ao procurar o centro Espírita?

Será tão somente a busca pela cura do mal ou o problema que a aflige? Será que o objetivo é por encontrar uma razão para viver? Será a curiosidade por notícias dos afetos que já partiram deste mundo?

Perguntas e mais perguntas borbulhavam em minha mente. Para responder as minhas indagações só havia um caminho: questionar os freqüentadores de diversos centros Espíritas e em diversas regiões o que buscavam ao chegar ao centro espírita.

Então, pedi a um grupo de indivíduos, cerca de 150, que escrevessem num papel o que buscavam ao chegar ao centro espírita. Em realidade o questionamento foi:

Ao adentrar um recinto religioso o que você procura?

A maioria das pessoas cravou em ACOLHIMENTO.

Contrariando meu pensamento, nada daquilo que se passava em minha mente refletia a realidade. O que mais queriam não era contato com o Além, nem a cura para os males, mas, sim, sentirem-se acolhidas, queridas, amadas.

O ser humano tem sede de ser acolhido, bem tratado. Quando chegamos num local que a ninguém conhecemos, queremos apenas alguém que nos acolha.

Quando vamos à escola pela primeira vez, queremos alguém que nos receba. Quando a idade avança, nossa vontade é de ser acolhido nas limitações ou dificuldades. Seja na criança, jovem ou idoso o sentimento de ser acolhido é sempre um carinho na alma.

Pode parecer pouca coisa, todavia, uma simples pergunta, como: Posso servi-lo? – exerce no outro a idéia de importância, de pertencimento, participação. Mostra que estamos de alguma forma acolhendo, recebendo, preocupando-se com suas necessidades.

Outro dia um amigo comentou:

“Gosto demais da maneira como a maioria dos evangélicos recebem as pessoas que chegam à igreja. Eles, definitivamente, são excelência quando o tema é ACOLHIMENTO.”

Eis, portanto, um bom questionamento para nós, Espíritas, realizarmos dentro de nosso coração e, claro, em nossas Casas:

Estamos acolhendo as pessoas? Estamos recebendo-as com carinho e cordialidade?

Estamos fazendo a parte que nos compete que é acolher aqueles que chegam ao centro Espírita?

Pensemos nisso.

Wellington Balbo

Nota do editor:
Imagem em destaque disponível em <http://familiadeacolhimento-pt.webnode.pt/>. Acesso em: 12SET2015.

Wellington Balbo
Wellington Balbo

Professor universitário, Bacharel em Administração de Empresas e licenciado em Matemática, Escritor e Palestrante Espírita com seis livros publicados: Lições da História Humana; Reflexões sobre o mundo contemporâneo; Espiritismo atual e educador; Memórias do Holocausto (participação especial); Arena de Conflitos (em parceria com Orson Peter Carrara); Quem semeia ventos... (em parceria com Arlindo Rodrigues).

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