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Nós precisamos do centro espírita, não o contrário…

fevereiro 28, 2016

wellington-balboO título acima é um tema que costumo abordar em palestras.
Ontem vi na porta de um centro espírita em que compareci a seguinte frase:
– O Centro Espírita precisa de sua ajuda!
Coloquei-me a pensar:
O centro espírita precisa de nós, ou nós precisamos do centro espírita?
Será que o centro espírita precisa, realmente, de nós?
Acredito que somos nós quem necessitamos do centro espírita.
Logo, penso que a frase:
“O centro espírita precisa de sua ajuda” está incorreta.
Nós necessitamos e muito do centro espírita, autêntica escola que ensina a viver e emprega-nos no bem, dá-nos a possibilidade de sermos úteis, de encontrarmos algo nobre a realizar nesta efêmera existência.
Calma, não quero menosprezar o seu esforço… Ele – seu empenho – é válido e importante para que as tarefas no centro espírita sejam bem executadas.
Mas… caso você, por uma ou outra razão queira deixar a labuta alegando dificuldades de relacionamento ou outras, não pense que a instituição fechará as portas.
Contudo, não obstante nossa importância somos nós quem precisamos do centro espírita para termos um pouco de equilíbrio, para ocuparmos nosso tempo de forma digna, para, enfim, crescermos em direção ao Pai.
Estou sendo repetitivo, entretanto julgo pertinente bater nesta tecla.
Nós precisamos do centro espírita e não o contrário…
 Vejo as grandes dificuldades para encontrar voluntários comprometidos com o ideal e a busca, quase desesperada, de algumas Casas por pessoas que se interessem em trabalhar de forma voluntária.
Fico a indagar:
Será que ainda não percebemos que estamos neste mundo a trabalho?
Um outro ponto:
Será que as lideranças espíritas estão enfatizando aos frequentadores do centro espírita a importância de tornarem-se voluntários?
Cabe, também, a liderança espírita o papel de despertar os frequentadores para o trabalho na casa espírita.
O centro espírita, ou as igrejas e instituições que prestam trabalhos de engrandecimento da alma são nossos empregadores. Pagam-nos altos salários; salários estes que nos proporcionam conquistar a paciência, a ter resignação ativa, a trabalhar em equipe a colaborar na construção de um mundo íntimo melhor.
Naturalmente que não é apenas nas atividades realizadas no centro espírita que crescemos, porquanto a evolução pode ocorrer em todas as áreas de nossa atuação, mas, convenhamos que no centro espírita, no estudo do Espiritismo e nas lides com os companheiros exercitamos e muito nosso espírito.
Por essas e outras, volto a repetir:
Nós precisamos da Casa Espírita!
Então, que tal algumas instituições substituírem: “A Casa Espírita precisa de sua ajuda” por algo mais adequado, do tipo: “A Casa Espírita oferta-lhe a oportunidade de crescer, de trabalhar em equipe e de tornar-se alguém melhor”.
Que tal?
Wellington Balbo
Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em
<http://www.redehumanizasus.net/sites/default/files/33164/famil.jpg>.
Acesso em: 28FEV2016.
Wellington Balbo
Wellington Balbo

Professor universitário, Bacharel em Administração de Empresas e licenciado em Matemática, Escritor e Palestrante Espírita com seis livros publicados: Lições da História Humana; Reflexões sobre o mundo contemporâneo; Espiritismo atual e educador; Memórias do Holocausto (participação especial); Arena de Conflitos (em parceria com Orson Peter Carrara); Quem semeia ventos... (em parceria com Arlindo Rodrigues).

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