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Sempre a Favor da Vida

abril 9, 2016

marcus-de-marioSob que condições – se existe alguma – seria moralmente aceitável que um ser humano tirasse a própria vida? Fazemos a pergunta diante das notícias sobre o Suicídio Assistido, prática que ainda vigora em nossa sociedade quando, diante de um quadro agudo de doença considerada incurável, toma-se a decisão pela abreviação da vida do doente, para que ele não sofra mais. Para nossa reflexão, vamos conhecer dois casos em que a vida foi priorizada apesar de todos os prognósticos ruins, e por esse motivo a humanidade teve ganhos extraordinários.

Primeiro caso – Helen Keller (1880-1968), cega e surda desde tenra idade devido a uma doença desconhecida em sua época, tornou-se escritora, filosofa e conferencista, com uma extensa folha de serviços a favor das pessoas portadoras de deficiências. Aprendeu vários idiomas e graduou-se em Filosofia. Tudo isso graças a seus pais e Anne Sullivan, sua professora, que optaram pela vida e acreditaram no potencial da menina. É, até hoje, um grande exemplo de superação e dedicação ao trabalho.

Segundo caso – Stephen Hawking (1942), portador de esclerose lateral amiotrófica, doença degenerativa que mata as células nervosas responsáveis pelo controle da musculatura, tendo recebido, aos vinte e um anos de idade, diagnóstico de no máximo mais seis meses de vida. Ele apostou na vida e tornou-se um dos mais respeitados físicos de nossa época, acumulando prêmios internacionais pelas suas descobertas científicas, além de ser um autor consagrado com milhões de livros vendidos.

Pois bem, ainda conhecendo casos para nossa reflexão a respeito do Suicídio Assistido, vejamos um exemplo em que a vida não foi respeitada, em que se optou pela abreviação da existência.

Caso único – No início do século vinte, na França, um médico diagnosticou que sua filha era portadora de difteria, na época doença considerada incurável. Inconsolável com a evolução da enfermidade da filha, e admitindo a impossibilidade de sua cura, injetou uma substância indolor, porém mortal. Momentos após ter praticado a eutanásia, bate à porta da casa do médico um emissário de um seu amigo e colega de profissão que, sabedor da doença de sua filha, mandava-lhe o soro antidiftérico, que acabara de ser descoberto por Pierre Roux. Era tarde demais …

Para o Espiritismo a opção pela vida é e será sempre a única opção, pois a vida foi criada por Deus e somente Ele pode dispor dela, mas não do jeito que lhe aprouver, e sim através de suas sábias e justas leis. E esse pensamento é mantido mesmo diante de um quadro de dor, sofrimento, e mesmo diante do diagnóstico da ciência que, como podemos ver nos casos trazidos para nossa reflexão, não tem a última palavra.

E defendemos sempre a vida ainda mais porque somos almas imortais, sabendo que a vida não acaba com a morte do corpo orgânico, mas continua no mundo espiritual, e que a existência física é uma bênção, oportunidade de continuarmos nosso progresso moral e intelectual, a grande finalidade da reencarnação.

Sobre a alegação que é muito difícil assistir o sofrimento de um familiar, sendo preferível abreviar sua vida, assim também aliviando o sacrifício imposto aos que têm que acompanhar o tratamento e participar dos cuidados com o doente, lembramos que o processo de desencarnação é, para grande maioria, momento de fazer uma tomada de consciência, mesmo que não possa se manifestar fisicamente, e isso é de máxima importância para o Espírito, que perde essa oportunidade com a interrupção brusca do seu existir terreno. E quem pode afirmar com toda segurança que nada mais se pode fazer?

Hellen Keller e Stephen Hawking são exemplos eloquentes contra o suicídio assistido e a eutanásia, desafiando a ciência e atestando que é possível superar prognósticos negativos.

Por tudo isso o Espiritismo será sempre a favor da vida.

Se com você ou com algum familiar estiver acontecendo, ou vier a acontecer, episódio de doença considerada incurável ou de difícil e doloroso tratamento, lembre-se que a vida pertence a Deus, que no-la concede para que possamos dar continuidade ao nosso progresso moral e intelectual, para isso precisando passar por provas que nos habilitarão para voos mais altos rumos à espiritualidade. Então, tenha calma, fé e perseverança, pois o momento do retorno ao mundo espiritual só Deus conhece.

Marcus de Mario

Nota do Editor:
Imagem em destaque disponível em <http://www.bancodasaude.com/noticias/doenca-renal-cronica-caminhar-prolonga-a-vida-e-melhora-prognostico>. Acesso em 08ABR2016.

Marcus de Mario
Marcus de Mario

Escritor, Educador, Consultor e Expositor. Diretor Cultural da Fundação Cristã-Espírita Cultural Paulo de Tarso (Rádio Rio de Janeiro). Diretor do Grupo Espírita Seara de Luz (Rio de Janeiro, RJ). Editor do site Orientação Espírita. Diretor Geral do Instituto Brasileiro de Educação Moral (IBEM).

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