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O pedido de uma mãe

maio 31, 2016

antonio_carlos_navarroAcossado constantemente pela multidão de adoentados do corpo e do espírito, que Lhe pediam a cura dos males físicos e das perseguições espirituais, eis que o Evangelho de Mateus, no capítulo vinte, versículos vinte a vinte e três, narra um episódio em que Nosso Senhor Jesus Cristo recebe interessante pedido de uma mãe, assim registrada pelo evangelista (1):

“Então aproximou-se dele a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, reverenciando-o, e pedindo-lhe algo.
Ele, porém, lhe disse: Que queres? Ela lhe diz: Dize que, no teu Reino, estes meus dois filhos se assentem um à tua direita e outro à tua esquerda.
Em resposta, Jesus lhe disse: Não sabeis o que está pedindo. Podeis beber a taça que estou prestes a beber? Eles lhe dizem: Podemos.
E lhes diz: A minha taça bebereis; por outro lado, o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me cabe conceder; mas é para quem está preparado por meu Pai.”

A passagem suscita múltiplas reflexões.

Por Reino de Jesus entende-se, como Ele mesmo deixou claro, o Mundo Espiritual, que é de onde o Espírito vem para o mundo carnal, e para onde retorna quando do seu desencarne, e aquela mãe encontrava-se consciente disso, e também da Realeza de Jesus.

Carregando em seu coração a esperança de um futuro de completa felicidade para seus filhos, priorizava-os, nada pedindo para si mesma, como sempre acontece com as mães dedicadas ao sagrado mister da maternidade.

No entanto, a despeito de toda dedicação maternal, ela desconhecia, segundo se depreende da resposta de Jesus, a existência das necessidades individuais perante às Leis Divinas.

A taça a que se refere o Mestre seria a vivência da programação espiritual traçada anteriormente, visando um objetivo maior. No caso de Jesus seriam o trabalho e as consequências de Sua investida às sombras do mundo material para esclarecimento e socorro dos Seus menores irmãos e essas, em resposta, Lhe proporcionaram sofrimento inenarrável.

Para nós outros seriam as necessárias vivências das provas e expiações particulares, previstas ou não pelos programas reencarnatórios individuais. Muitas de nossas dores são respostas imediatas aos atos infelizes perpetrados na vida atual.

Não se consegue acesso aos “Céus”, gratuitamente.

Jesus, questionando-os, está a testar o comprometimento dos irmãos diante das vicissitudes da vida e dos obstáculos e dores que o mundo material apresenta ao Espírito imortal na sua escalada evolutiva e eles, ao responder de forma resoluta “podemos”, demonstraram bom ânimo para o quê sempre há de vir.

Finalizando o diálogo o Senhor confirma que de Sua taça eles também beberiam, e também nós outros, em alusão à “água viva” – Seus ensinos – que sacia, definitivamente, a sede espiritual da criatura humana e, demonstrando obediência à Lei Divina, termina deixando claro que não há privilégios concedidos por esse ou aquele motivo, mas sim a conquista individual amparada pela Providência Divina, que em sua solicitude amorosa sempre prepara o lugar futuro, individualmente, segundo as necessidades e merecimentos de cada um.

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

Referências Bibliográficas:
(1) O Novo Testamento, Tradução de Haroldo Dutra Dias, 2010

Nota do Editor:
Imagem em destaque disponível em <http://maes-que-oram.blogspot.com.br/2016/01/deus-lhe-deu-autoridade-para-orar-por.html>. Acesso em 31MAI2016.

Antônio Carlos Navarro
Antônio Carlos Navarro

Estudioso e palestrante espírita. Trabalhador do Centro Espírita Francisco Cândido Xavier em São José do Rio Preto - SP

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