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“Somos servidores do Cristo”

junho 30, 2016

francisco_rebouças“E, achando-o, lhe disseram: Todos te buscam”.
(MARCOS, 1: 37.)

Deus nos impôs o processo reencarnatório como sublime oportunidade para que trabalhemos pelo nosso progresso e aperfeiçoamento intelectual, moral e espiritual, desenvolvendo as duas asas que nos proporcionarão perfeito equilíbrio, uma referente à sabedoria e a outra ao amor, com as quais poderemos servir e ser úteis a nós mesmos e ao nosso semelhante. Para essa conquista concedeu-nos os necessários meios de sobrevivência, representados pelos incontáveis recursos materiais, existentes na natureza; e mais, equipou-nos com o mais sublime e importante de todos os recursos: a inteligência, para que saibamos tirar de tudo o melhor proveito.

O desenvolvimento da inteligência e o seu correto uso nos proporcionarão elaborar uma rota de conduta a seguir, em direção à nossa destinação, ou seja, a pureza espiritual e a felicidade que todos almejamos desfrutar um dia, como dignos filhos de um Pai Soberanamente Bom e Justo, que aguarda pacientemente nosso despertar para a observação de que depende exclusivamente de cada um de nós, e não da vontade de quem quer que seja, a conquista desse estado de plenitude Espiritual.

“Não apenas pela cultura intelectual. Não somente pela frase correta. Nem só pelo verbo flamejante. Não apenas pela interpretação eficiente das Leis Divinas. Não somente pela prece labial, apurada e comovedora. Nem só pelas palavras e pelos votos brilhantes.

É indiscutível que não podemos menosprezar a educação da inteligência, mesmo porque escola, em todos os planos, é obra sublime com que nos cabe honrar o Senhor, mas JESUS, com  a  referência,  convidava-nos ao  exercício constante  das  boas  obras, seja  onde  for,  pois  somente  o  coração  tem  o  poder  de  tocar  o  coração  e,  somente aperfeiçoando os nossos sentimentos, conseguiremos nutrir a chama espiritual em nós, consoante o Divino apelo.” (1)

117. Depende dos Espíritos o progredirem mais ou menos rapidamente para a perfeição?
“Certamente. Eles a alcançam mais ou menos rápido, conforme o desejo que têm de alcançá-la e a submissão que testemunham à vontade de Deus. Uma criança dócil não se instrui mais depressa do que outra recalcitrante?”

Objetivo da encarnação

Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?
“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.”

A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo. Deus, porém, na Sua sabedoria, quis que nessa mesma ação eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximar Dele. Deste modo, por uma admirável lei da Providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza.  (2)

Urge nos decidamos o mais breve possível, por uma ação mais incisiva na tarefa que nos cabe realizar para esse cometimento, no esforço da nossa transformação moral, desde já, como nos alertam os Espíritos Superiores em O Evangelho Segundo o Espiritismo ao afirmarem que “conhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelo esforço que empreende para domar suas más inclinações”. (3)

Precisamos atender ao apelo do Mestre quando nos solicita Ser a Luz do mundo, significando que se tivéssemos compreendido esta sua solicitação estaríamos utilizando nossa luz individual para desfazer a sombra imposta pela treva da ignorância em proveito de uma convivência digna e respeitosa com nossos semelhantes.

Em outra oportunidade nos incentiva a Ser o Sal da Terra, isto é, executar uma das mais importantes funções do sal, que é a propriedade de não deixar que se corrompa o meio em que é diluído em quantidade suficiente para a manutenção do corpo que com o sal é envolvido etc. Para isto, precisamos de boa vontade, coragem, além de firmeza de propósitos nobres, para a tomada de decisões equilibradas capazes de nos proporcionar felicidades.

De nada nos servirá a desculpa que possamos dar em relação ao comportamento do nosso próximo para conosco, pois, de desculpas em desculpas prosseguimos sem fazer por merecer um patamar evolutivo que nos assegure uma vida em um planeta de convívio melhor que este em que ora estagiamos de provas e expiações, quando já poderíamos se para tanto houvéssemos trabalhado, estar desfrutando de ambientes muito mais evoluídos e como conseqüência desfrutando de uma vida infinitamente melhor, edificada nos alicerces da paz, do entendimento e da fraternidade entre os homens.

Francisco Rebouças

Servidores de Cristo

Referências:
(1) Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Emmanuel. Livro: Palavras de Vida Eterna, Cap. 14.
(2) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, FEB. 76ª edição.
(3) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB. 112ª edição, Cap. XXII, item4.

Nota do Editor:
Imagem ilustrativa em destaque disponível em
<http://www.goodfon.su/wallpaper/laneynest-laney_nest-macro.html>. Acesso em: 30JUN2016.

Francisco Rebouças
Francisco Rebouças

Pós-Graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos veículos de divulgação espírita no Brasil, Expositor Espírita, criador do programa: "O Espiritismo Ensina".

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