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Em parceria com a Espiritualidade

setembro 15, 2016

“Portanto, tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também vós a eles, porque esta é a Lei e os Profetas”. Jesus (MATEUS, 7:12.)

francisco_rebouçasBem entendido precisa ficar para todos nós que, da mesma forma que buscamos a ajuda nessa ou naquela situação de aflição ou dificuldade em que carecemos da intervenção dos servidores da Verdade Divina, isto é, ação dos diletos emissários de Jesus em nosso favor, necessário saber que da mesma forma, eles nos solicitam o auxilio fraterno para espalharem com nosso concurso mais luz no engrandecimento comum. É justo não esquecer essa verdade.

A doutrina espírita não nos apresenta simplesmente o doce conteúdo de sua mensagem consoladora e esclarecedora em estímulo à pratica do bem, mas também destaca a necessidade do trabalho de burilamento que precisamos empreender em nosso próprio benefício. E para isso contempla-nos com infinitas modalidades de serviços, em cujas atividades não podemos prescindir do apoio recíproco, no fortalecimento da renovação.

Quando o Consolador surgiu, codificado por Allan Kardec, não compreendemos, inicialmente, a sublimidade de sua finalidade e de seus princípios e, por isso mesmo, movimentávamos entre a curiosidade e o deslumbramento, esquecidos da responsabilidade e do dever de todo aquele que se declara seu seguidor. Mas agora 159 anos de seu aparecimento no mundo, é imperioso reconhecer a necessidade do estudo sério, constante e aprofundado do seu conteúdo a fim de melhor proceder na divulgação e vivência fidedigna de seus postulados para que não percamos de vista os seus sagrados objetivos.

Torna-se urgente entender, que as nossas linhas de ação se interpenetram com responsabilidades e obrigações para todos. E que os mensageiros celestes que laborando no plano espiritual, não podem ser confundidos como se fossem Seres especiais portadores de privilégios, na seara de Jesus. São, em verdade, nossos irmãos com maior soma de conhecimentos e experiências, constituindo conosco o exército de trabalhadores convocados ao reajustamento espiritual da Humanidade.

“Os obreiros da Espiritualidade movimentam-se e ajudam, devotados e operosos; contudo, em suplicando o socorro alheio, não nos cabe olvidar o socorro que podemos prestar por nós mesmos.
É indispensável acionar as possibilidades da nossa cooperação fraterna, os recursos ainda que reduzidos de nossa bolsa, o nosso concurso pessoal, o nosso suor e as nossas horas, a benefício daqueles que a sabedoria Divina situou em nossa estrada para testemunharmos a própria fé.
Diante da turba faminta, ouvindo as alegações dos discípulos que lhe solicitavam a atenção para as necessidades do povo, disse-lhes o Senhor:
– ‘Dai-lhes vós, de comer…’.
E os discípulos angariaram diminuta porção de alimentos, antes que o Mestre a convertesse em pão para milhares.
A lição é expressiva.
Não basta rogar a intervenção do céu, em favor dos outros, com frases bem feitas, a fim de que venhamos a cumprir o nosso dever cristão. Antes de tudo, é necessário fazer a nossa parte, quanto nos seja possível, para que o bem se realize, de modo a entrarmos em sintonia com os poderes do bem eterno”. (1)

Concedem-nos, em nome de Deus, infinitas oportunidades de servir na luta benemérita, aguardando-nos a boa vontade, na execução da parte que nos cabe realizar na difusão da Boa Nova de luz em direção à paz e a felicidade tão almejada. Aclaram-nos para a observação de que os dogmas cristalizaram os impulsos embrionários da fé cega; a indiferença e a preguiça congelaram preciosas oportunidades de desenvolvimento e progresso em toda parte e em todos os séculos.

Urge que nosso espírito de fraternidade se manifeste através do impulso positivo de nossa vontade, à procura da verdade através do exercício da boa relação de convivência com nosso semelhante, testemunhando nossa fé através das obras edificantes em prol do nosso melhoramento moral e de todos que conosco caminham, sabendo de antemão que nossas construções positivas no bem, são grandes pela essência divina que expressam. Um simples gesto de humilde opera “milagres de solidariedade”. Uma simples palavra costuma apagar o incêndio emotivo, prestes a converter-se em conflito integral de proporções inimagináveis.

Onde quer que nos encontremos, somos solicitados pela bondade divina a participar desse concerto divino para restaurar as bases da dignidade e da moralidade na vida terrena, e nossa atitude, antes de tudo, deve ser o da renovação mental, sob a inspiração do Evangelho de Jesus quando nos ensina “amai-vos uns aos outros”. Para isso, precisaremos estar sempre atentos, vigiando e orando como Ele nos recomendou, porque no atual estado de imperfeição estaremos quase sempre envolvidos pelas arremetidas da sombra.

Nossa meta principal deve ser a renovação de nosso ponto de vista, no esforço que haveremos de empreender, na renovação do Ser Imortal abafando os impulsos irracionais do homem velho, deixando brotar em nosso imo o Homem novo, modificado, disposto a levar adiante a tarefa essencial da reforma íntima, tornando-nos homens de bem, fugindo das ciladas sutis do mal, pelos grilhões do ódio, pelo venenoso visco da discórdia e pelos tóxicos da incompreensão.

É chegado o tempo de ofertarmos nossa contribuição, no sentido de levar a efeito os sábios ensinos da Boa-nova, na implantação dos princípios superiores, na prática da verdadeira caridade que deve ser oferecida em todas as direções, onde a necessidade se fizer presente, sem levar em conta a opção religiosa do necessitado de auxílio, sem qualquer outra exigência descabida, pois o Reino de Deus não se conquista com aparências exteriores.

Francisco Rebouças

Referências Bibliográficas:
(1) Xavier, Francisco Cândido, pelo espírito Emmanuel. Livro: Palavras de Vida Eterna, Cap. 11.

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Francisco Rebouças
Francisco Rebouças

Pós-Graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos veículos de divulgação espírita no Brasil, Expositor Espírita, criador do programa: "O Espiritismo Ensina".

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