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Nenhuma ovelha se perderá!

setembro 30, 2016

francisco_rebouças“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós”. (1)

Quando alcançamos a bênção de compreender com a doutrina espírita, que temos a liberdade para buscar através do trabalho de reforma íntima os recursos indispensáveis ao nosso progresso moral-espiritual, sentimos também vontade de transmitir estes mesmos conceitos que nos impulsionam na direção da caridade e do respeito ao nosso próximo, a tantos quantos conosco convivem em sociedade, o que nem sempre é possível.

Isto porque, nem todos os membros de nossa convivência social estão em condições de compreender conceitos tão fora de uso por grande parte dos indivíduos que a compõem, e preferem seguir os modismos ditados pelos padrões materialistas do mundo de hoje, onde os mais desrespeitosos, indecentes e atrevidos conquistam espaços e até mesmo a atenção e inveja dos incautos que chegam ao cúmulo de lhes atribuírem o título de “espertos”.

Naturalmente, essa é uma lamentável visão de tantos quanto ainda não despertaram para o fato de que a criminalidade em qualquer nível não tem outra consequência que não seja a desgraça causada pela infelicidade de atitudes como essas que ferem os ensinamentos que o Cristo resumiu as Leis e os Profetas em “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, e que mais tarde esses supostos heróis estarão às voltas com a realidade da Lei de Causa e Efeito, que lhes chamarão à prestação de contas, fazendo-os entender pela dor, que o crime jamais compensará.

Podemos comprovar essa realidade quando vemos as prisões lotadas desses irmãos, tolhidos em uma das maiores bênçãos que desfrutamos na vida, a liberdade de ir e vir, causada justamente pelas tais atitudes de esperteza, desrespeito e etc., onde aprendem de forma dura, triste e lamentável que a honestidade, o respeito e a paz têm para todo indivíduo um valor inestimável, chegando à triste conclusão de que nada vale à pena, quando não se goza de liberdade.

Não somente sofre o indivíduo encarcerado, mas também toda sua família, amigos e toda a sociedade, pois ninguém há que possa ser beneficiado, em termos reais, com a desgraça de um irmão em humanidade, um filho do mesmo Pai de todos nós, levado à infelicidade de uma vida na prisão. O espiritismo nos ensina a não julgar ninguém, entregar a Deus o justo direito do julgamento que só ELE pode avaliar com exatidão o melhor para cada filho seu, e a fazer ao outro o que gostaríamos que os outros nos fizessem, dentro de nossas capacidades e possibilidades.

Vejamos linda página com o título “Prisão” contida no livro Alvorada do Reino, na psicografia de Chico Xavier, pelo Espírito Emmanuel:

“Mentalizemos a criatura recolhida à prisão para relacionar-lhes os aflitivos problemas.
Quase sempre chora sem lágrimas sob o azorrague do remorso a zurzir-lhe o espírito, arrependendo-se, tardiamente, da culpa que poderia ter evitado a preço de complacência.
Dia e noite, o relógio assinala-lhe os instantes amargos que se acumulam em cristalizações de angústia que, frequentemente, raiam no desespero.
Padece doloroso banimento social, em compulsória distância daqueles que mais ama.
Recebe surpresas ingratas na abjeção a que se vê relegada, seja na companhia dos elementos inferiores que lhe partilham a penitência ou na hostilidade daqueles que se lhe erigem, por inimigos sorridentes do cárcere.
Além de tudo, porém, é constrangida a perder os patrimônios do tempo, de vez que a reclusão lhe subtrai preciosas oportunidades de aprimoramento e progresso.
No símbolo, encontramos a posição aviltante que Jesus, por Divino Médico, procurou conjurar em nosso favor, exortando-nos ao perdão sem limites, porque, em verdade, malquerença e ressentimento, não são mais que perigosa enxovia mental, impedindo-nos a livre assimilação dos bens que a vida nos oferece, segregando-nos em algemas fluídicas que de enfermidade e de treva, entre as quais, muita vez, apressamos o passo da morte prematura.
Não contes ofensas e chagas, pedradas e cicatrizes.
Recorda que em tudo somos acalentados pelo amor incessante da Providência Divina e sigamos adiante, lembrando-nos de que, além da noite, o Sol brilha sem sombra, por mensagem de Deus, bradando a plenos Céus, a vitória da luz.
Se tudo é desespero e conturbação, onde te encontras, compadece-te ainda, ampara e espera, sem reclamar.
Perversidade e crítica expressam aridez e secura capazes de arruinar-te a esperança”. (2)

Entre tantas coisas que podemos fazer em prol dos nossos irmãos nessa situação está a possibilidade de visitá-los nos presídios para levar nossa boa palavra de incentivo e esperança para uma mudança de comportamento quando de sua soltura, envolvê-los em nossas vibrações positivas, em nossas preces sinceras, esclarecendo-os que só o amor constrói e que Deus é Pai amoroso e que a todos nos concede novas oportunidades de amar e que o amor cobre a multidão dos pecados, harmonizando-nos com as Leis Divinas que são alicerçadas no amor à Deus e ao nosso próximo.

Francisco Rebouças

Referências Bibliográficas:
(1) Mateus 7: 1,2;
(2) Xavier, Francisco Cândico, pelo espírito Emmanuel. Livro: Alvorada do Reino – Cap. 20 Prisão.

Nota do Editor:
Imagem em destaque disponível em <https://thehacktimes.com/wp-content/uploads/2015/04/4000prison1.jpg>. Acesso em 30SET2016.

Francisco Rebouças
Francisco Rebouças

Pós-Graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos veículos de divulgação espírita no Brasil, Expositor Espírita, criador do programa: "O Espiritismo Ensina".

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