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Mediunidade intuitiva

março 8, 2017

A intuição tem sido um dos meios pelos quais inúmeras páginas com mensagens portadoras de elevado conteúdo moral nos tem chegado, recebidas por diversos médiuns de renomado conceito no meio espírita e pelas quais temos sido agraciados com orientações e ensinamentos valiosos para o nosso progresso espiritual, como Seres criados para a pureza e a felicidade verdadeiras. Vejamos o que nos diz Divaldo Franco sobre a finalidade da mediunidade na Terra:

“A mediunidade é, antes de tudo, uma oportunidade de servir. Bênção de Deus, que faculta manter o contato com a vida espiritual. Graças ao intercâmbio, podemos ter aqui, não apenas a certeza da sobrevivência da vida após a morte, mas também o equilíbrio para resgatarmos com proficiência os débitos adquiridos nas encarnações anteriores. É graças à mediunidade que o homem tem a antevisão do seu futuro espiritual, e, ao mesmo tempo, o relato daqueles que o precederam na viagem de volta à Erraticidade, trazendo-lhe informes de segurança, diretrizes de equilíbrio e a oportunidade de refazer o caminho pelas lições que ele absorve do contato mantido com os desencarnados.

Assim, a mediunidade tem uma finalidade de alta importância, porque é graças a ela que o homem se conscientiza das suas responsabilidades de espírito imortal. Conforme afirmava o Apóstolo Paulo, se não houvesse a ressurreição do Cristo, para nos trazer a certeza da vida espiritual, de nada valeria a mensagem que Ele nos deu”. (1)

A Intuição dá-se através do pensamento pois nesse tipo de mediunidade o espírito comunicante não pega na mão do médium para que este escreva o que pretende enunciar, é a alma do próprio médium quem elabora o conteúdo da mensagem, traduzindo conforme seus conhecimentos, dentro dos valores morais e intelectuais que possui, dando forma ao que recebe do espírito desencarnado comunicante, fazendo assim o papel de um intérprete como conhecemos na vida diária.

Daí a dificuldade de se distinguir o que é realmente ditado por um espírito comunicante daquilo que faz parte da bagagem intelectual e moral do próprio médium intuitivo. Allan Kardec esclarece-nos como se processa esse fenômeno em O Livro dos Médiuns que julgamos oportuno transcrever abaixo:

“A transmissão do pensamento também se dá por meio do Espírito do médium, ou, melhor, de sua alma, pois que por este nome designamos o Espírito encarnado. O Espírito livre, neste caso, não atua sobre a mão, para fazê-la escrever; não a toma, não a guia. Atua sobre a alma, com a qual se identifica. A alma, sob esse impulso, dirige a mão e esta dirige o lápis. Notemos aqui uma coisa importante: é que o Espírito livre não se substitui à alma, visto que não a pode deslocar. Domina-a, mau grado seu, e lhe imprime a sua vontade. Em tal circunstância, o papel da alma não é o de inteira passividade; ela recebe o pensamento do Espírito livre e o transmite. Nessa situação, o médium tem consciência do que escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento. É o que se chama médium intuitivo.

Mas, sendo assim, dir-se-á, nada prova seja um Espírito estranho quem escreve e não o do médium. Efetivamente, a distinção é às vezes difícil de fazer-se, porém, pode acontecer que isso pouca importância apresente. Todavia, é possível reconhecer-se o pensamento sugerido, por não ser nunca preconcebido; nasce à medida que a escrita vai sendo traçada e, amiúde, é contrário à ideia que, antecipadamente, se formara. Pode mesmo estar fora dos limites dos conhecimentos e capacidades do médium.

O papel do médium mecânico é o de uma máquina; o médium intuitivo age como o faria um intérprete. Este, de fato, para transmitir o pensamento, precisa compreendê-lo, apropriar-se dele, de certo modo, para traduzi-lo, fielmente, e, no entanto, esse pensamento não é seu, apenas lhe atravessa o cérebro. Tal, precisamente, o papel do médium intuitivo”. (2)

Por isso, não se cansam os espíritos superiores de nos alertar para a necessidade de nos aprimorarmos moral e intelectualmente para melhor podermos servir de intermediários entre os dois planos da vida, recolhendo dos benfeitores do plano mais alto os ensinamentos puros para a nossa necessária melhoria individual e coletiva, ajudando dessa forma no progresso do nosso planeta e da humanidade, tão carentes das belas lições de vida e dos bons médiuns intuitivos.

Francisco Rebouças

Referências Bibliográficas:
(1) Franco, Divaldo, e Teixeira Raul. Diretrizes de Segurança. Editora Frater. 2ª edição.
(2) Kardec, Allan. O Livro Dos Médiuns. FEB, 62ª edição.

Nota do Editor:
Imagem em destaque disponível em <https://pixabay.com/pt/enchedor-ferramenta-de-reda%C3%A7%C3%A3o-169581/>. Acesso em 07MAR2017.

Francisco Rebouças
Francisco Rebouças

Pós-Graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos veículos de divulgação espírita no Brasil, Expositor Espírita, criador do programa: "O Espiritismo Ensina".

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