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Sobre a identidade dos Espíritos

janeiro 16, 2018

“Os Espíritos que formam a população invisível da Terra são, de alguma sorte, o reflexo do mundo corporal; neles se encontram os mesmos vícios e as mesmas virtudes; há entre eles sábios, ignorantes e charlatães, prudentes e levianos, filósofos, raciocinadores, sistemáticos; como se não se despissem de seus prejuízos, todas as opiniões políticas e religiosas têm entre eles representantes; cada um fala segundo suas ideias, e o que eles dizem é, muitas vezes, apenas a sua opinião pessoal; eis o motivo por que se não deve crer cegamente em tudo o que dizem os Espíritos”.

O texto acima é transcrição de um trecho do capítulo um do livro O que é o Espiritismo, escrito por Allan Kardec, intitulado Pequena conferência espírita – Diversidade dos Espíritos.

Os Espíritos Superiores ensinam que nós, encarnados, vivemos sintonizados com os desencarnados segundo os desejos e pensamentos que alimentamos, de sorte que sempre os teremos por perto.

Nosso comportamento, por isso mesmo, sempre terá um componente que reverbera a intenção dos espíritos que nos secundam.

Levando em conta que os Espíritos Superiores primam pela verdade, pelo belo, pelo harmonioso e por aquilo que é útil, fazendo-o com equilíbrio e sem tirar o mérito do Homem, sempre que agirmos nesse diapasão, estaremos ecoando as “vozes do Céu”.

Ao contrário, quando expressarmos conversações inúteis, piadinhas chulas, notícias que degradam a dignidade humana, profetizações fatalistas de todo tipo, por qualquer meio, incluindo as muitas mídias a nossa disposição, estaremos ecoando as “vozes do Umbral”.

Desta forma, nossa linguagem, seja verbal, seja comportamental, denotará a qualidade de nossos espíritos – a nossa identidade espiritual – para encarnados e desencarnados, produzindo grilhões ou liberdade, conforme a característica moral extravasada.

Como a plantação é livre, com a colheita obrigatória, convém zelarmos pelo que plantamos, porque nosso futuro espiritual, encarnado ou não, sempre refletirá, em nossas próprias vidas, na proporção exata do bem ou do mal praticado.

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

Nota do Editor:
Imagem em destaque obtida na internet.

Antônio Carlos Navarro
Antônio Carlos Navarro

Estudioso e palestrante espírita. Trabalhador do Centro Espírita Francisco Cândido Xavier em São José do Rio Preto - SP

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