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Sobre a paralisação dos caminhoneiros

junho 3, 2018

Depois de alguns dias de paralização dos caminhoneiros, que trouxe consequências para todos os brasileiros, um ponto ficou muito claro ao nosso espírito: somos, extremamente, dependentes uns dos outros e, na maior parte do tempo, de quem jamais imaginamos.

Sem sombra de dúvidas somos dependentes de pessoas que detém o poder político e econômico, mas esta paralisação nos mostrou o quanto somos dependentes de pessoas simples e anônimas, às vezes não muito letradas, mas que são dedicados pais de família e promotores do progresso e bem-estar da população em geral.

A Doutrina Espírita, no item oitocentos e três de O Livro dos Espíritos, nos esclarece: “Todos os homens são iguais diante de Deus”.

Já no item oitocentos e vinte e cinco, os Benfeitores Espirituais, ao nos esclarecer sobre a liberdade, enfatizam: “Todos necessitam uns dos outros, tanto os pequenos quanto os grandes”.

Dessa forma, em sociedade, sempre será necessário levarmos em conta os interesses e as necessidades de todos, porque todos somos engrenagens do mesmo mecanismo, mas, para que isso se dê, é, imprescindível, que trabalhemos o orgulho e o egoísmo que há em nós, e que são as duas maiores chagas do Espírito humano.

Ainda em O Livro dos Espíritos os Benfeitores dizem que “A desigualdade das condições sociais é obra do homem e não de Deus”, e que “Desaparecerá juntamente com o predomínio do orgulho e do egoísmo, apenas restará a diferença do merecimento. Chegará o dia em que os membros da grande família dos filhos de Deus não se olharão como de sangue mais ou menos puro, porque apenas o Espírito é mais ou menos puro, e isso não depende da posição social”.

Com esses esclarecimentos chegamos a conclusão que a justiça social começa em nós, e depende da atuação de cada um, e não somente dos governantes, que são consequências de nossos padrões morais.

Que cada um de nós possa então, trabalhar pela e para a sociedade humana como um todo, pois que só o trabalho pelo bem-estar do próximo é que garante o nosso próprio bem-estar, mesmo porque, e como disse Jesus, a cada um é dado segundo suas próprias obras.

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

Antônio Carlos Navarro
Antônio Carlos Navarro

Estudioso e palestrante espírita. Trabalhador do Centro Espírita Francisco Cândido Xavier em São José do Rio Preto - SP

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