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Bem aventurado o aflito operoso

dezembro 2, 2019

Todos nós enfrentamos desafios recheados de dificuldades, para sobrepujar com coragem e determinação que somente com o trabalho árduo nos será possível lograr êxito em tais situações.

Precisamos manter viva a fé na vitória ao final do embate. Não estaríamos envoltos por semelhantes dificuldades em nossa caminhada evolutiva se não fosse para nosso próprio benefício, pois, o Sublime Doador da Vida nada faz sem uma finalidade útil, dessa forma, resta-nos confiar nos Superiores Desígnios Divinos, buscar com atenção descobrir a solução mais adequada para cada situação ou problema.

Muitos de nós, antes de despender qualquer esforço na solução de nossas dificuldades, alegamos que o trabalho por nossa melhoria moral é impraticável devido às circunstâncias que nos envolvem na presente vida, esquecidas de que o Senhor não nos daria cruz mais pesada que pudéssemos carregar. Se formos chamados a executar uma missão qualquer, é justamente por ELE estar absolutamente ciente da nossa capacidade e força para superá-la.

Outros tantos alegam que as tentações da vida são irresistíveis, o que não passa de uma desculpa para continuarem sem qualquer vontade de deixar o comodismo e buscar a reforma interior inadiável e intransferível. Nós, porém, que já desfrutamos das sábias instruções dos Guias da espiritualidade a esclarecer nosso entendimento através da Doutrina Espírita que esposamos, sabemos bem que o Eterno Amigo nos permite experimentá-la para que vençamos os velhos hábitos perniciosos, libertando-nos das suas maléficas influências.

Infrutífero para todos reclamar das companhias à nossa volta, que costumamos classificar como parentes difíceis, diante dos corações queridos que nos reclamam assistência no lar, não percebemos porém que o Excelso Benfeitor nos colocou na equipe doméstica, a fim de que os amparemos, nas provações que lhes agravam a existência, por que também nós temos débitos a saldar perante eles segundo as sábias e justas e Soberanas Leis Divinas.

Costumamos queixar-nos das dificuldades, problemas e desgostos que eles nos causam e chegamos mesmo a acusá-los de obsessores, sem levar em consideração que O Senhor da Vida, ofertou-nos a oportunidade valiosa para aproveitarmos o ensejo de ser útil ao companheiro em perturbação, para que tenhamos a sublime oportunidade de concorrer de forma positiva na sua reabilitação.

Urge entendamos, definitivamente, que todas as nossas dificuldades na presente encarnação, sejam grandes ou pequenos dissabores, constituem excelentes ocasiões que nos concede o Divino Semeador, para participar do bendito trabalho de implantação do Evangelho de Jesus em nossa vida de relação, a fim de que se intensifique na Terra o desenvolvimento de todos os valores éticos e morais que precisamos desenvolver.

Quando Jesus afirmou “Bem aventurados os aflitos”, não se referia, simplesmente, àqueles que choram e sofrem, deitando críticas e queixumes, e sim aqueles que recebem as tribulações e dores transitórias da vida, por benditas oportunidades de servir, com o Cristo de Deus, agindo com bondade operosa e paciência incansável na busca da vitória final do bem em todo o mundo.

“Os Espíritos não podem aspirar à completa felicidade, enquanto não se tenham tornado puros: qualquer mácula lhes interdita a entrada nos mundos ditosos. São como os passageiros de um navio onde há pestosos, aos quais se veda o acesso à cidade a que aportem, até que se hajam expurgado. Mediante as diversas existências corpóreas é que os Espíritos se vão expungindo, pouco a pouco, de suas imperfeições. As provações da vida os fazem adiantar-se, quando bem suportadas. Como expiações, elas apagam as faltas e purificam. São o remédio que limpa as chagas e cura o doente. Quanto mais grave é o mal, tanto mais enérgico deve ser o remédio. Aquele, pois, que muito sofre deve reconhecer que muito tinha a expiar e deve regozijar-se à idéia da sua próxima cura. Dele depende, pela resignação, tornar proveitoso o seu sofrimento e não lhe estragar o fruto com as suas impaciências, visto que, do contrário, terá de recomeçar.” (1)

É sabido por todos, que não estamos reencarnados para simples passeio por este abençoado planeta, mas com a finalidade superior de crescer e progredir rumo à felicidade e pureza espiritual que estamos destinados.

Façamos, portanto a parte que nos cabe fazer!

Francisco Rebouças

Referências Bibliográficas:
(1) KARDEC, ALLAN. O Evangelho segundo o Espiritismo, FEB, 112ª edição, Cap. V, item10.

Nota do Editor:
Imagem em destaque: Dra. Ana Claudia Quintana Arantes, médica, formada pela USP com residência em Geriatria e Gerontologia no Hospital das Clínicas da FMUSP. Pós-graduação em Psicologia – Intervenções em Luto pelo Instituto 4 Estações de Psicologia. Especialização em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium e Universidade de Oxford. Entre outras publicações, sou co-autora do livro Cuidado Paliativo do CREMESP, (2008) e Manual de Cuidados Paliativos – ANCP (2009 e 2012).

Francisco Rebouças
Francisco Rebouças

Pós-Graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos veículos de divulgação espírita no Brasil, Expositor Espírita, criador do programa: "O Espiritismo Ensina".

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