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Receita para livrar-se de uma crise de qualquer natureza

abril 10, 2020

A infalível atitude para nossa alforria espiritual é refugiarmo-nos em Jesus

 “(…) Vinde a mim, todos os que estais
cansados e oprimidos e eu vos aliviarei”.
– Jesus.  (Mt., 11:28).

Para endireitar a sombra torta de uma árvore, não adianta concentrar a atenção e esforços na sombra: há que se atuar na causa e não no efeito, neste caso na árvore. Assim somos nós em nossas vidas de vicissitudes: o problema é da Alma e não da carne!…

É extremamente dolorosa a hora atual da Terra… Estamos cercados por densas nuvens de angústias e aflições, e o resultado de tudo isto é um superlativo “stress”.   Os consultórios dos especialistas das áreas da psiquiatria e psicologia recebem, cada vez mais, maiores contingentes de enfermos. São criaturas que já não conseguem administrar seus problemas íntimos e se perdem em paroxismos de dores excruciantes que não raro podem até mesmo levar ao suicídio.

  A infalível receita para nossa alforria é refugiarmo-nos em Jesus, que já nos autorizou a procurá-lO todas as vezes que estivéssemos aflitos e afadigados.  Ele é a nossa fortaleza, nosso abrigo… Se tivermos bastante coragem de vivenciar o Cristianismo em sua feição pura, na condição de solitários carregadores de nossa cruz, poderemos – valorosamente – encarar qualquer crise e lançar o desafio: “vamos ver quem pode mais!…”

Mediante cuidadosa elaboração de uma norma de conduta que caracterize ação no bem, teremos condições de enfrentar quaisquer crises.   No âmago desse esquema deverá estar inscrita a bandeira maior: “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Não poderão faltar, também, os ingredientes compostos pelas características do homem de bem (1), vez que o verdadeiro homem de bem é o que “(…) cumpre a Lei de Justiça, Amor e Caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa Lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.  Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria.  Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas. Tem fé no futuro, razão porque coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.  Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as centenas de decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar. Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.  Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos.  Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse.  Em todas as circunstâncias, toma por guia a Caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à ideia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor. Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só benefícios presta, sabendo que perdoado lhe será como houver perdoado. Estuda as próprias imperfeições e trabalha incessantemente para combatê-las. Haure na meditação, na prece e na vigilância os recursos indispensáveis para fazer frente – com Jesus – aos males e vicissitudes pelos quais tenha que passar, depositando imorredoura fé em Deus que – absolutamente – não permite injustiças de espécie alguma.

“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas Almas…”.(2) Entanto, a assistência e felicidade que Jesus promete aos aflitos, o verdadeiro repouso para a alma, depende de uma condição básica: observância fiel da Lei por Ele sancionada; e essa Lei impõe, como dever, o Amor e a Caridade.

Lacordaire traduz a expressão “Bem-aventurados os aflitos”, do seguinte modo (3):   “Bem-aventurados os que têm ocasião de provar a sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra, porque, depois do labor, virá o repouso”.

Rogério Coelho

Referências:
(1)KARDEC, Allan. O Evangelho Seg. o Espiritismo. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, cap. XVII, item 3;
(2) Mt., 2:29 e 30; e
(3) KARDEC, Allan. O Evangelho Seg. o Espiritismo. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, cap. V, item 18.

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://astrosbr.com/deus-3/>. Acesso em: 10ABR2020.

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

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