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Curas Espirituais

fevereiro 4, 2021

As curas espirituais realmente existem ou são fraudes para enriquecer os chamados médiuns?

Curas espirituais sempre existiram. O Evangelho está repleto de curas realizadas por Jesus e seus apóstolos. A história da religião tem narrativas sobre as curas protagonizadas por homens posteriormente considerados santos pela Igreja Católica Romana, com Francisco de Assis e Antônio de Pádua.

Ocorre que, não se podendo explicar como as pessoas podiam ser curadas rapidamente e sem a intervenção médica material, preferiu-se simplesmente considerar o fato como milagroso, intervenção da mão de Deus.

Certamente que nada acontece sem a permissão de Deus. Contudo, não se pode quebrar a lei natural das coisas, porquanto essa lei é perfeita, já que emanada do Ser Perfeito. Assim, não é porque não conseguimos explicar um fenômeno que ele deixa de ser um fato possível dentro da natureza.

Hipócrates, médico que viveu na Grécia cerca de 400 anos antes do Cristo, nunca poderia imaginar que a medicina alcançaria os recursos modernos, como, por exemplo, cirurgias de olhos em que o paciente quase cego volta a enxergar imediatamente; destruição de cálculos por ondas de choque, sem incisão no rim; e até mesmo operações à distância com o uso de robôs e computadores.

No campo da medicina alternativa, vamos encontrar a acupuntura, praticada pelos chineses a milênios, curando as criaturas sem qualquer remédio ou cirurgia, valendo-se apenas da colocação de agulhas em pontos estratégicos do corpo humano.

Além disso, experiências comprovaram o forte poder curativo do magnetismo humano, conhecido desde os egípcios e largamente estudado e aplicado pelo médico austríaco Franz Anton Mesmer, capaz de proporcionar a transmissão de energias vitais de um ser humano a outro e favorecer a cura.

Dissertando sobre as curas espirituais em sua obra “A Gênese”, Allan Kardec diz que elas podem ser produzidas pelo próprio fluido do magnetizador e que nesse caso se trata de magnetismo humano, cuja ação se acha adstrita à força e, sobretudo, à qualidade do fluido do emissor. Afirma que, numa segunda possibilidade, a cura pode ser decorrente da ação direta dos Espíritos, que aplicam fluidos curativos sobre o encarnado, sem intermediário.

Finalmente, esclarece que a cura também pode ocorrer pelos fluidos que os Espíritos derramam sobre o magnetizador, que então serve de veículo para esses fluidos. É o magnetismo misto, humano-espiritual, em que o fluido humano é combinado com o fluido espiritual, adquirindo as qualidades necessárias para a cura.

Esses dois últimos tipos são os corriqueiramente vistos na prática espírita, especialmente na ação dos médiuns passistas ou dos médiuns curadores.

No século passado surgiram diversos médiuns de cura, destacando-se Arigó e Edson Queiroz, estes e outros se utilizando da invasão corporal, sob o argumento de que serviria à prova da imortalidade e da ação dos Espíritos, mas cujo procedimento é totalmente dispensável e em verdade não recomendado. Se a própria medicina está evitando ao máximo abrir o corpo, não se justifica que os Espíritos o façam. João Berbel, por exemplo, declarou ter parado de cortar quando foi alertado a respeito por Chico Xavier.

Como o mentor espiritual ensina no livro “Trilhas da Libertação”, do Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco: “O período dos fenômenos mediúnicos ostensivos, ruidosos, mesmo chocantes, vai cedendo lugar às sutilezas do comportamento, à educação dos pacientes, de modo a ser lograda a cura real, e a mediunidade deixará o palco do exibicionismo, que a uns convence, mas não os transforma intimamente para melhor…” (capítulo Novos Rumos).

Enfim, os Espíritos superiores, detendo com maior amplitude o conhecimento das leis naturais, podem manipular a matéria e agir diretamente sobre o corpo carnal do paciente, ou no perispírito, que então reage curando a doença física.

Os fatos são provas incontestáveis. Mas, como quase tudo que é verdadeiro pode ser imitado, existem criaturas inescrupulosas que dizem curar, quando na verdade apenas enganam. Há também aqueles que eventualmente curam (muito mais pela própria fé do doente do que pela faculdade do médium), mas que infelizmente cobram por isso. Uns e outros assumem grandes responsabilidades perante a Justiça Divina e pagarão caro o prejuízo causado a terceiros.

Assim, se podemos nos socorrer do atendimento espiritual, devemos nos precaver e buscarmos os médiuns verdadeiramente sérios, que são aqueles desinteressados e que têm por único objetivo o bem do próximo.

Donizete Pinheiro

Nota do autor:
Do livro Respostas Espíritas.

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <http://blog.mundomaior.com.br/13/07/2015/tratamentos-espirituais/>. Acesso em: 04FEV2021.

Donizete Aparecido Pinheiro da Silveira
Donizete Aparecido Pinheiro da Silveira

Escritor, editor do periódico Ação Espírita, diretor de doutrina do Grupo Espírita Jesus de Nazaré, em Marília, SP.

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