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A difícil passagem pela porta estreita

fevereiro 8, 2021

Nova Era despontará quando o homem ajustar-se aos caminhos de Jesus

 “Sede perfeitos como perfeito é o Pai Celestial”.
(Mt., 5:48.)

Pelos noticiários escabrosos propalados pelas mídias, vemos – com muita tristeza – que o egoísmo medra cada vez com maior vigor! São tantas as desgraças evitáveis que ficamos pensando por que a humanidade não acorda do seu marasmo espiritual!? Por que prefere sempre atender aos impositivos do “homem velho” limitado ao terra a terra dos interesses imediatistas e materiais, esquecida de sua destinação espiritual?

Quando o homem ajustar-se aos caminhos de Jesus, Nova Era despontará para esta humanidade ignorante e sofredora.

Deve ser o atual estado de coisas que inspirou estas palavras a Rabindranath Tagore: “como hoje está triste o meu pobre coração! Deixei que a vida me fosse, até aqui, um barco deslizando num rio sob sebes frondosas, onde busquei colher versos, contemplando a crista das pequenas ondas. Outras vezes saí, entre as árvores da terra, a catar frutos de encantamento em suas copas verdejantes… E, apesar disso tudo, trago um coração triste… Talvez porque o mundo, cheio de crianças sem rumo, representa uma grande noite de tristeza imensa na civilização religiosa, mas que não tem Deus!”

Vicente de Paulo afirmou (1):“(…) nosso mundo material e o mundo espiritual, que bem poucos ainda conhecem, formam como que os dois pratos da balança perpétua. Até aqui, as nossas religiões, as nossas leis, os nossos costumes e as nossas paixões têm feito de tal modo descer o prato do mal e subir o do bem, que se há visto o mal reinar soberanamente na Terra. Desde séculos, é sempre a mesma a queixa que se desprende da boca do homem e a conclusão fatal é a injustiça de Deus. Alguns há mesmo que vão até à negação da existência de Deus.  Vedes tudo aqui e nada lá; vedes o supérfluo que choca a necessidade, o ouro que brilha junto da lama; todos os mais chocantes contrastes que vos deveriam provar a vossa dupla natureza.  Donde vem isto? De quem a falta? Eis o que é preciso pesquisar com tranquilidade e com imparcialidade.

Quando sinceramente se deseja achar um bom remédio, acha-se.  Pois bem! Malgrado a essa dominação do mal sobre o bem, por culpa vossa, por que não vedes o resto ir direito pela linha traçada por Deus? Vedes as estações se desarranjarem?  Os calores e os frios se chocarem inconsideradamente?  A luz do Sol esquecer-se de iluminar a Terra?  A terra esquecer em seu seio as sementes que o homem aí depositou?  Vedes a cessação dos mil milagres perpétuos que se produzem sob nossos olhos, desde o nascimento do arbusto até o nascimento da criança, o homem futuro? Mas, se tudo vai bem do lado de Deus, tudo vai mal do lado do homem.  Qual o remédio para isto? É muito simples: aproximar-se de Deus, amar-se, unir-se, entender-se e seguir tranquilamente a estrada cujos marcos se veem com os olhos da fé e da consciência”.

Quando ajustarmos nossos passos no caminho assinalado por Deus, veremos em pouco tempo os acerados espinhos e pedras se transformando em floridas veredas de luz, onde os pés não mais se ferirão na caminhada, encontrando apoio e estímulo para a grande marcha até aos alteados e sublimes planos da glória estelar…

Não podemos olvidar que Jesus afirmou ser Ele próprio o Caminho!

Os Espíritos Superiores confirmaram (2) ser Ele o nosso Modelo e Guia mais perfeito oferecido por Deus. É, portanto, absolutamente necessário que sigamos esse Caminho, esse Modelo e Guia…

Emmanuel (3) considera ser “(…) desarrazoado exigir de qualquer de nós transformações intempestivas. Por mais formosas e edificantes as lições de aperfeiçoamento moral, é forçoso acomodar-nos com o espírito de sequência, na marcha do tempo, a fim de que nos afaçamos a elas, adaptando-nos gradativamente aos princípios que nos preceituem.

Ser-nos-á, porém, claramente possível melhorar-nos com mais urgência e segurança se adotarmos a prática de permanecer um tanto mais com Jesus, cada dia…

Que não nos atemorizem os programas de reajuste, corrigenda, sublimação ou burilamento.

Ante as normas que nos indiquem elevação para a Vida Superior, recebamo-las respeitosamente, afeiçoando-nos a elas e, seguindo adiante, na base do dever retamente executado e da consciência tranquila, pratiquemos a regra de ascensão espiritual segura e verdadeira: sempre um tanto menos com os nossos pontos de vista pessoais e, a cada dia que surja, sempre um tanto mais com Jesus”, a ponto de podermos afirmar com Paulo, o singular e inolvidável Apóstolo dos Gentios: “já não vivo eu, mas Cristo vive em mim”.                             

Rogério Coelho

Referências:
(1) KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2003, cap. XXXI, item XXX;
(2) KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2002, q. nº. 625; e
(3) XAVIER, F. Cândido. Encontro de Paz. Araras:IDE, 1987, cap. 14.

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://blog.cancaonova.com/diarioespiritual/livros/evangelho-de-sao-lucas/a-porta-estreita/>. Acesso em: 08FEV2021.

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

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