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Como explicar as mortes de crianças e jovens que nenhum mal fizeram?

agosto 10, 2021

O ser humano não está abandonado à própria sorte, como alguns pais costumam fazer com seus filhos aqui na Terra. Deus, o Pai Supremo, é zeloso com a criação e estabeleceu leis que se destinam a encaminhar os filhos à felicidade, às quais todos estamos sujeitos, querendo ou não. Dentre essas encontramos a Lei de Misericórdia e de Justiça, que regula mais especificamente os relacionamentos humanos. Sendo Deus perfeito – porque se não fosse o Universo seria o caos –, não se pode imaginar haja na vida lugar para injustiças. Por isso, tudo o que nos acontece de bom e de ruim tem uma razão lógica e justa. Quando não conseguimos a explicação, é porque o nosso conhecimento ainda não a alcança.

Se aceitarmos a presente vida como sendo a única, não temos como responder, convincentemente, à questão proposta. Que fez de errado uma criança de 7 anos para morrer tão precocemente, e às vezes de maneira brutal? Que utilidade teria uma vida rápida como essa? Pode Deus perder o seu tempo?

Imaginemos, porém, que somos Espíritos imortais e que nascemos muitas e muitas vezes em diversos corpos, numa linha crescente de evolução; que uma vida está intimamente ligada às vidas anteriores, de modo que carregamos conosco, por onde formos, a bagagem das experiências adquiridas; que colheremos os frutos de nossas ações, boas ou más, numa vida ou nas vidas posteriores – e então encontraremos a resposta.

O Espírito que habita um corpo jovem é milenar. Tem méritos, mas também tem débitos para com a Justiça Divina. Se não resgatou o que devia em vida passada, o faz na vida presente, da forma mais proveitosa para o seu aprendizado. Quantos de nós não malbaratamos o corpo sadio, por excessos e vícios de todos os gêneros, até mesmo com suicídios! A necessidade de progresso espiritual nos leva a renascer para, com frequência, complementar a reencarnação parcialmente perdida, e morremos prematuramente. A lição fica guardada e aprendemos a valorizar o corpo e a vida.

Porém, nem sempre é assim. Em alguns casos, a morte prematura constitui expiação para os pais que em outra vida abandonaram seus filhos: o filho que morre é um Espírito de natureza boa e nem precisaria ter reencarnado naquele momento, mas aceita a curta vida para ajudar os pais a passarem pela experiência de perderem um filho, aprendendo com a dor a honrar os compromissos sagrados da patermaternidade. Para o filho que morre, os poucos anos que aqui ficou nada significam ante a eternidade, mas o Espírito se engrandece pelo bem praticado.

Por fim, precisamos encarar a morte não como um castigo, mas como o término de uma etapa daqueles que retornam para a pátria espiritual, e com os quais iremos nos reunir no futuro, se o fizermos por merecer pelo cumprimento integral dos compromissos assumidos para esta reencarnação.

Donizete Aparecido Pinheiro da Silveira

 

Nota do Editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://pixabay.com/pt/photos>. Acesso em: 09/08/2021.

Donizete Aparecido Pinheiro da Silveira
Donizete Aparecido Pinheiro da Silveira

Escritor, editor do periódico Ação Espírita, diretor de doutrina do Grupo Espírita Jesus de Nazaré, em Marília, SP.

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