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É possível receber mensagem espiritual de um amigo que morreu recentemente?

agosto 29, 2021

Ensina o Espiritismo que a morte não é o fim e nem separa definitivamente as criaturas. As pessoas que morrem – os Espíritos –, passam a viver num mundo denominado espiritual, também conhecido por Eternidade ou Além. Esse mundo não é propriamente um lugar circunscrito no espaço, mas apenas uma outra dimensão da vida existente aqui mesmo no nosso planeta, embora algumas cidades espirituais estejam situadas acima da crosta. Por conseguinte, convivemos diuturnamente com os desencarnados (mortos) e nos influenciamos reciprocamente.

Os Espíritos são revestidos de um outro corpo que os individualiza, mas este, por sua natureza fluídica, é invisível aos nossos olhos. Eles nos veem, mas nós ordinariamente não os vemos, embora alguns possam percebê-los. Isso, porém, não os impede de se comunicarem conosco e o fazem de diversas maneiras, especialmente pelo pensamento. Essa forma de comunicação é sutil e as pessoas desatentas das coisas espirituais não dão conta de sua ocorrência. Mas a manifestação espiritual pode ser mais direta e concreta quando os Espíritos se valem dos chamados médiuns, nos fenômenos de psicografia e psicofonia.

É, pois, pela mediunidade que as pessoas conhecidas já mortas voltam para nos deixar uma mensagem, que seria tal qual uma carta ou um telefonema que recebemos de amigos e parentes que moram distantes. Mas essas mensagens passam pelo critério da necessidade, oportunidade e merecimento, e dependem ainda da autorização da espiritualidade superior. Isso porque o fenômeno não é fácil de ser realizado e tem suas implicações para o Espírito como também para o encarnado. Assim, podemos pedir uma mensagem, mas a sua recepção independe da nossa vontade ou dos esforços do médium. Como diz o Chico Xavier, nesses casos o “telefone só toca de lá prá cá”.

As mensagens pela via mediúnica têm sido autorizadas pelos mentores com a finalidade principal de consolar as criaturas que ficaram desoladas ou desesperadas ante a morte de pessoa querida. Esse trabalho foi desenvolvido em larga escala por Chico Xavier e a autenticidade das mensagens foi comprovada pelas próprias pessoas que as receberam, ante a quantidade de informações que traziam e das quais o médium não poderia ter conhecimento. Há também prova científica, apresentada no livro “Psicografia à Luz da Grafoscopia”, do perito Carlos Augusto Perandréa, que comparou a letra da mensagem psicografada por um Espírito (uma senhora italiana) com a letra de uma carta por ele escrita enquanto encarnado.

Muitas vezes, o Espírito desencarnado encontra-se em precárias situações, em hospitais ou regiões inferiores, o que impossibilita o envio da mensagem por nós solicitada. De outro lado, existem pessoas que pedem mensagens apenas por curiosidade, o que lhes és recusado porque os Espíritos superiores são sérios e não gostam de perder o seu precioso tempo. Outros fatores também dificultam a recepção da mensagem, como, por exemplo, a falta de afinidade entre o Espírito e o médium, que é importante para que a mensagem seja fiel ao pensamento comunicado.

E se por ventura formos agraciados com uma mensagem espiritual que nos console e anime, agradeçamos a Deus a benção recebida e a usemos como estímulo para continuarmos perseverantes no caminho do Bem, assim fazendo por merecer o reencontro com os Espíritos amigos quando de nosso retorno à Espiritualidade.

Donizete Pinheiro

Nota do Autor:
Capítulo 30 de livro do autor.

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://pixabay.com/pt/photos/escrita-caneta-homem-tinta-papel-1149962/>. Acesso em: 28/08/2021.

Donizete Aparecido Pinheiro da Silveira
Donizete Aparecido Pinheiro da Silveira

Escritor, editor do periódico Ação Espírita, diretor de doutrina do Grupo Espírita Jesus de Nazaré, em Marília, SP.

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