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Na Seara do Mestre

outubro 14, 2021

Jesus veio – pessoalmente – mostrar-nos o caminho da ascensão espiritual

“O Espiritismo não possui palanque para o espectador ocioso.”
– Irmão X

Sendo Jesus – na expressão dos Benfeitores Espirituais (1) – nosso “Modelo e Guia”, naturalmente que o “modus-vivendi” de quem deseja ser Seu discípulo deverá adaptar-se ao dinamismo que o Mestre adotava em Sua vida de relação.

Meu Pai trabalha até hoje e Eu também
(João, 5:17)

Nas leiras cristãs, o trabalho deverá estar sempre presente em nossas cogitações. Quando passamos a conhecer Jesus à luz do Espiritismo, não poderá mais existir espaço para a contemplação extática embalada em estéreis litanias…

Eis que o semeador saiu a semear
(Mateus, 13:3)

Quem já conseguiu “garimpar” as gemas preciosas do Evangelho do Cristo, deverá dispor-se a espalhar essas sementes luminíferas a mãos-cheias. Tal ação, porém, não deverá circunscrever-se apenas ao verbo consolador, mas, ultrapassará toda pregação falada ou escrita, desdobrando-se em trabalhos efetivos, palpáveis e perseverantes na sementeira do Bem.

Para o Espírita-Cristão decidido, não existirá hora-vazia e nem inibições que impeçam a semeadura…

À medida que se integra ao “clima do Cristo”, o colaborador do Bem irá experimentando a mesma solidão que sempre esteve ao lado d`Ele, solidão de mãos dadas com a tristeza a constringir a Alma sensível. E isto é natural, porque, saindo do vale das cogitações chãs para os altiplanos dos cimos espirituais, ficam para trás, voejando em círculo estreito, aqueles que antes perlustravam juntos os caminhos dos equívocos.

Lembremo-nos de que Jesus escalou o Calvário, suportando o peso da cruz nos ombros feridos. Se Ele, – modelo de perfeição – suportou tudo isso, não olvidemos que a marcha é sacrificial, mas, aquele que perseverar até o fim conquistará a “coroa da vida”, conforme anotação em Apocalipse, 2:10.

Ele desceu de Seu Jardim de Estrelas, apagando a própria luz, tornando-Se cidadão do mundo para mostrar-nos a via de emancipação espiritual. Não enviou mensageiros: veio Ele mesmo!…

Quem se dispõe a segui-lO verificará que Ele estará sempre junto a fim de suprir todas as necessidades do caminho, na senda áspera da ascensão espiritual.

Portanto, se já estamos na posição de servidores do Cristo, sirvamos e auxiliemos nos limites de nossas possibilidades e forças, certos de que plantando a alegria de viver nos corações que nos cercam, em breve as flores e os frutos de nossa sementeira enriquecerão nossas veredas evolutivas.

Rogério Coelho

Referência:
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 88.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, q. 625.

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://advassocrodrigomeleki.jusbrasil.com.br/artigos/483613177/instrumentos-processuais-na-seara-protetiva-ambiental>. Acesso em: 13OUT21.

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

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