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Por que ainda existe tanta violência? Ela um dia terá fim?

novembro 20, 2021

A violência reinante na Terra é sinal de que o instinto ainda prepondera. No princípio, quando o indivíduo era o troglodita das cavernas, equiparado a certos animais do nosso tempo, necessitava ele de mecanismos naturais que evitassem a destruição de sua espécie. Sem a razão que compreende e nem o sentimento que enobrece, só tinha a força bruta para repelir o ataque dos inimigos e proteger-se das intempéries. Forçado pela natureza a buscar mais conforto e segurança, desenvolveu a inteligência e amadureceu o sentimento, mas não o suficiente para dominar o instinto. Este, se importante no início da evolução da espécie humana, hoje se mostra perigoso aliado do orgulho, do egoísmo e da vaidade.

O valor que o indivíduo dá a si mesmo e às suas necessidades é inversamente proporcional à importância que ele dá ao seu próximo. Quanto mais gosta de si, menos vale o semelhante; quanto mais apego aos bens materiais, pouco se importa se os consegue em detrimento do patrimônio alheio. E quando se sente ferido em seu orgulho ou vê ameaçados os seus interesses, reage destruindo aquele ou aquilo que lhe é obstáculo, sem medir consequências. O instinto é perfeito, vai até o limite do necessário. Contrariamente, porém, o orgulho e o egoísmo não insaciáveis, sempre querem mais; são míopes, porque não conseguem enxergar senão a si próprios; e surdos, porque dão ouvidos somente aos apelos interiores.

Parece que o ser humano atual é mais violento do que o de ontem, mas na verdade, de uma maneira geral, ele é menos agressivo e menos cruel. Nessa avaliação, precisamos considerar que a população cresceu rapidamente desde o Século XIX e que hoje somos mais de 7 bilhões de pessoas ocupando o mesmo espaço, então é natural que a violência também tenha aumentado, e ao ser divulgada pela mídia sensacionalista dá-nos a impressão de que domina.

E Deus permite que isso esteja acontecendo porque vivemos os chamados tempos finais, em que muitos Espíritos estão tendo a última oportunidade de se adaptarem ao nosso planeta, que passa por uma transição para ser a morada de Espíritos em melhores condições morais. É a separação do joio e do trigo. O exame final desta fase do planeta. Recordemos as palavras de Jesus quando afirmou “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra” (Mateus, 5:5).

Certamente que, a violência terá um fim, mas este chegará mais depressa se cada um de nós começar logo a cultivar a mansuetude, a fraternidade e o respeito ao próximo; se rechaçar as ofensas com o silêncio e o perdão; se renunciar um pouco, para que seja possível a paz. É claro que podemos dialogar para esclarecer e inclusive usar a autodefesa, porque também é nosso dever impedir o crescimento do mal, ao mesmo tempo em que procuramos recuperar o criminoso. Tampouco podem ser excluídos os sistemas penais de contenção da criminalidade, porque ainda necessários à manutenção da ordem, ante a presença de infratores renitentes à mudança.

E quando na Terra estiverem vivendo apenas os mansos, o ser humano não mais buscará o paraíso, pois terá descoberto que o paraíso da felicidade mora dentro de si mesmo.

Donizete Pinheiro

Nota do Autor:
Texto do capítulo 26 – VIOLÊNCIA de livro do autor deste ensaio.

Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://albertomacorano.com.br/a-violencia-na-visao-espirita-2/_>. Acesso em: 20NOV21

Donizete Aparecido Pinheiro da Silveira
Donizete Aparecido Pinheiro da Silveira

Escritor, editor do periódico Ação Espírita, diretor de doutrina do Grupo Espírita Jesus de Nazaré, em Marília, SP.

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