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Vida e verdade – A Verdade tem as suas revelações pelos caminhos da fé

setembro 8, 2022

“Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará.” – Jesus (Jo., 8:32.)

Jesus, que era o Emissário da Verdade, sabia dosá-la adequadamente, de forma que ela (a verdade) fosse vencendo suavemente as trevas, sem precipitação ou alarde, vitalizando e jamais destruindo… Daí o fato de ter-Se calado diante de Pilatos.  O pobre rei não possuía estatura moral e descortino espiritual para compreender a verdade de que o Meigo Rabi era portador.

Emmanuel ensina: “(…) a verdade é como joia preciosa que nos cabelos e nas mãos, enfeita, mas, atirada ao rosto, fere…”

À guisa de sermos fiéis e coerentes com a verdade, não temos, – por outro lado -, que transformá-la numa espada e sair cortando tudo e todos…

Joanna de Ângelis ensina: “(…) se instado a ensinar a verdade, não a utilizes como se fora estilete pontiagudo a esgaravatar as feridas dos infelizes. Em nome da verdade não apliques a palavra contundente sobre a fraqueza daqueles que caminham desequilibrados ao teu lado.”

AVENIDA DO CONTORNO

Certa feita, dissertando sobre a verdade, Chico Xavier declarou: “a vida, até hoje na Terra, é mais importante do que a verdade. Conquanto reconheçamos o imperativo da verdade iluminando a vida em todos os setores; não podemos nunca perder de vista a Vida em favor exclusivo da Verdade, porque estamos em evolução, em desenvolvimento.   Então a verdade tem de ser dosada na farmácia do conhecimento, para que a vida possa crescer e dar os seus frutos de sublimação dentro dessa verdade, que é a verdade inalterada para todos nós.

(…) A verdade é um veneno, nem Jesus Cristo quis defini-la. Quando Pilatos perguntou a Ele o que era a Verdade, Ele ficou em silêncio.

Se formos falar a verdade na vida social, nós seremos considerados indesejáveis e loucos. Então, eu acompanho a “avenida do contorno”.  Começam a falar coisas pesadas, e eu respondo assim: “bem, mas nós podemos estudar melhor a questão. Vamos analisar de outra forma. Perguntam-se qualquer coisa sobre as autoridades que estão governando o Brasil. Eu não vou encontrar meio de defendê-las, mas explico: eles estão fazendo o possível…”

É possível que estejamos – ainda – na condição de Pilatos, buscando a verdade na horizontalidade terrestre quando devemos levantar os olhos para o Infinito e buscá-la ao longe… Para encontrá-la não são necessários títulos acadêmicos ou “QI” elevado!…  Ela é encontrada antes com o coração do que com a mente.

Ensina Emmanuel: “(…) a Verdade tem as suas revelações pelos caminhos da fé…   Nem tudo se mostra somente nas análises frias dos laboratórios e das suas retortas. As grandes realidades falam – primeiramente – ao coração.”

A maior verdade que Jesus revelou foi esta: “amai-vos uns aos outros”.

Já a assimilamos devidamente?! Vemos que, para lograrmos tal desiderato, muito mais necessitaremos do coração do que da mente.

A verdade anda pelos trilhos da fé, que apontam os caminhos do porvir ditoso. Daí – inspirada e sabiamente – cantar em verso Ovídio Melo:

                                       A verdade refulge, clara e imensa

                                       Descortinando a luminosa estrada,

                                       Onde a vida ressurge renovada,

                                       Por sublime e celeste recompensa.

Rogério Coelho

Nota do Editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://pixabay.com/pt/photos/religi%c3%a3o-f%c3%a9-m%c3%a3o-confiar-em-cruzar-3717899/>. Acesso em:08SET2022.

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

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