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Maledicência

outubro 29, 2022

Os nossos pensamentos, que saem de nossas bocas pelo que falamos, são armas poderosas. Todas as nossas palavras podem tanto construir como também destruir, a depender de como as usamos. Assim, temos que tomar muito cuidado, pois elas são como flechas, depois de soltas não conseguimos mais pegá-las e caso elas façam algum estrago, poderemos apenas tentar reparar todo o mal que elas fizeram.

Obviamente isso não vale somente para o que falamos, mas também para o que digitamos. Nas redes sociais, nas quais falamos através dos teclados, podemos postar palavras que podem causar muitos prejuízos e que poderemos nos arrepender muito no futuro.

Quando formos falar de outrem, devemos usar o precioso ensinamento das três peneiras de Sócrates: Uma pessoa procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar-lhe algo sobre alguém. Sócrates lhe perguntou: – O que você vai me contar já passou pelas três peneiras? Três peneiras? – indagou a pessoa. – Sim! A primeira peneira é a verdade. Você tem absoluta certeza de que o que quer me contar é verdade? A segunda peneira é a bondade. O que você vai contar é uma coisa boa? A terceira peneira é a utilidade. O que você quer me contar é uma coisa útil? Será conveniente contar? Irá resolver algo? Ajudará a comunidade? Poderá melhorar o mundo? Sócrates termina falando: – Se passou pelas três peneiras, conte! Tanto eu, como você e a outra pessoa iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre nós e o planeta.

Porém existem algumas situações em que temos o dever moral de falar, conforme nos ensina Allan Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo: “Haverá casos em que seja útil revelar o mal alheio? Esta questão é muito delicada, e aqui se deve fazer um apelo à caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só prejudicam a ela mesma, não haverá nenhuma utilidade em divulgá-la. No entanto, se podem acarretar prejuízo a terceiros, deve-se preferir o interesse do maior número ao interesse de um só. Segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode constituir um dever, pois mais vale cair um homem, do que muitos virem a ser suas vítimas. Em tal caso, deve-se pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes”.

A Doutrina Espírita nos ensina que temos o livre-arbítrio e somos livres para usá-lo como assim o desejarmos, porém, somos responsáveis pelas nossas escolhas, por nossos pensamentos, palavras e atos. Segundo famosa frase de Pablo Neruda: “Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências”.

Falando coisas boas, estamos contribuindo para a harmonia de todos a nossa volta, de nossa cidade, de nosso país, de nosso planeta e de todo o universo. Bezerra de Menezes nos ensina: “Fale o bem, pense o bem e faça o bem, assim todas as más tendências perderão suas raízes”.

Usemos então a nossa consciência e sabedoria para escolher muito bem as palavras que saem de nossas bocas, pois tudo o que falamos repercute no Universo. Nosso querido Chico Xavier nos falou: “Emmanuel sempre me disse: – Chico, quando você não tiver uma palavra que auxilie, procure não abrir a boca”.

Eduardo Battel

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://blogabpe.org/2021/11/26/os-piores-inimigos-1a-parte-o-medo/>. Acesso em: 28OUT2022.

Eduardo Battel
Eduardo Battel

Frequentador do Centro Espírita Nova Luz e Centro Espírita João Batista em Jundiaí/SP. Expositor Espírita. Coordenador da Liga de Medicina e Espiritualidade da Faculdade de Medicina de Jundiaí, SP.

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