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O Justo Arrependimento

novembro 28, 2022

Nos derradeiros momento de sua vida esplendorosa, o Mestre nos concedeu um novo mandamento:

“Um novo mandamento dou a vocês: Amem-se uns aos outros.

Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros.” (João 13:34)

Assim, trouxe ele um dever moral para nos nortear. Devemos entender o que vem a ser o um dever e suas consequências. Emmanuel, em Pensamento e Vida, vai nos ensinar que o dever “define a submissão que nos cabe a certos princípios estabelecidos pela Sabedoria Divina, para o desenvolvimento de nossas faculdades”.

Continuará ainda Emmanuel, na mesma obra, afirmando que se trata da “faixa de ação no bem que o supremo Senhor nos traça a responsabilidade, para a sustentação da ordem e da evolução em sua obra dívida, no encalço do próprio aperfeiçoamento.”

Importa salientar que essas passagens nos convida ao desenvolvimento e aprimoramento de nossa vida e de nossa consciência, ou seja, sempre que seguimos os deveres morais, princípios básicos estabelecidos por Deus, estamos na verdade trabalhando para a nossa própria evolução.

Quando cumprimos com nossos deveres temos a possibilidade de mostrar ao mundo nossos melhores valores e com isso podemos influenciar a todos que nos cercam, da mesma forma que somos influenciados por eles, por isso importa não apenas irradiar e cumprir bons princípios mas também ter a certeza de estar cercados por bons valores morais, para que não ocorra conflitos de vibrações nos atrasando a marcha do desenvolvimento espiritual.

Infelizmente por diversas vezes somos convidados a deixar de cumprir o dever conhecido e uma vez que temos ciência de nossas obrigações, nasce para todos nós o constrangimento, o remorso e por consequência a culpa, que nos imporá brechas para a atuação dos males que nos rodeiam.

Essa dor poderá, nas palavras do amigo Emmanuel, transformar-se “num abcesso mental, envenenado-os, pouco a pouco, e expelindo, em torno, a corrente miasmática de nossa vida íntima, intoxicado o hausto espiritual de quem nos desfruta o convívio”. Revolta, desânimo, angustia e desespero, apenas para citarmos alguns dos sentimentos que poderá nos acompanhar nesse momento de dor, chegando ao cúmulo do nascimento de doenças físicas tanto do corpo quanto da mente. 

Todavia, temos um caminho para a cura desse sentimento, podemos nos arrepender verdadeiramente e nos colocar em aprendizagem e restauração humilde, nos colocando em equilíbrio vibratório e reconciliação direta a quem ofendemos. Mateus (5:25-26) nos trará a necessidade da reconciliação humilde com nossos ofensores:

“Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te  entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.”

E Kardec, no Evangelho Segundo Espiritismo, apresentou o verdadeiro perdão:

“o verdadeiro perdão, o perdão cristão, é aquele que lança um véu sobre o passado; é o único que vos será contado, porque Deus não se contenta com a aparência: ele sonda o fundo dos corações e os mais secretos pensamentos; não se lhe engana com palavras e vão simulacros.”

Faz-se necessário o perdão para o reajustamento de nossas vidas, a volta àquela “faixa de ação” mencionada anteriormente, essa volta é nomeada por Emmanuel como “dever-regeneração”, nasce um novo dever para nossas vidas, o dever de nos reconciliarmos, primeiro conosco e em segundo lugar com nossos ofensores. 

Essa reconciliação, esse perdão pode ser agora ou pode ser em provas futuras, mas o certo é que a faremos, por isso podemos praticar de imediato o perdão verdadeiro ou aguardar o futuro para pagar até o último ceitil. Certo é que enfrentaremos essas provas, para isso devemos enfrentá-las com paciência, tolerância, humildade e muito amor.

A verdade é que somos convidados aos deveres variados, mas podemos resumir todos eles em dois principais, o Amor e Perdão, sempre que amarmos estaremos na trilha correta que Jesus nos ensinou e, se, por ventura, nos desviarmos, o perdão nos recolocará na trilha do amor e nos fará cumpridores de nossos devedores, nos afastando da culpa que apenas consome nossas forças físicas e mentais e influencia negativa aos nossos amigos.

Por fim, convém citar José Carlos de Lucca em “O Médico Jesus”” 

“Com o perdão você se limpa de mágoas e culpas e se livra de vibrações energéticas prejudiciais à sua saúde”.

O perdão é o remédio único para nos afastar o sentimento de culpa, nos alinhar mentalmente e fisicamente, nos proporcionando possibilidades para obedecer os deveres impostos por Jesus. Por isso amemos mais e perdoemos mais ainda. 

Daniel Baeninger

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://juancarlosespiritismo.blog/2020/03/31/amar-como-jesus-amou/>. Acesso em: 28NOV2022.

Daniel Baeninger
Daniel Baeninger

Trabalhador do Centro Espírita Luz e Caridade de Limeira/SP.

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