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Sinais dos tempos

novembro 29, 2022

Na última obra da codificação espírita organizada por Allan Kardec, A Gênese, o capítulo XVIII começa com a seguinte frase: “São chegados os tempos, dizem-nos de todas as partes, marcados por Deus, em que grandes acontecimentos se vão dar para regeneração da Humanidade.” Nesse capítulo, intitulado “São chegados os tempos”, os espíritos esclarecem sobre o progresso planetário e como ele impacta a existência e progresso da humanidade.

A obra em questão foi lançada em janeiro de 1868, portanto completará 155 anos no começo de 2023. E o conteúdo que ora nos exige atenção segue atualíssimo, pois temos visto e vivido verdadeira revolução material, moral e espiritual, nem todas aparentemente boas para o momento, mas que certamente impactarão em cada um dos espíritos deste planeta e serão a base das necessárias transformações que a Terra precisa concluir para definitivamente dar o salto evolutivo para mundo de regeneração.

Segundo os espíritos, “De duas maneiras se executa esse duplo progresso: uma, lenta, gradual e insensível; a outra, caracterizada por mudanças bruscas, a cada uma das quais corresponde um movimento ascensional mais rápido, que assinala, mediante impressões bem acentuadas, os períodos progressivos da Humanidade.”

Tais movimentos sofrem o impacto do nosso livre-arbítrio, todavia são inexoráveis, pois a lei de progresso não é subjugada ao comodismo e à má vontade do ser humano. Desta forma, seguem explanando os veneráveis orientadores de Kardec, quando “a Humanidade está madura para subir um degrau, pode dizer-se que são chegados os tempos marcados por Deus, como se pode dizer também que, em tal estação, eles chegam para a maturação dos frutos e sua colheita.”

Há 155 anos estamos cientes dessas verdades, mas ainda não as compreendemos. O progresso acontece de tal modo que ninguém pode fingir-se alheio ao incentivo da natureza para evoluirmos ou, se assim preferirmos, nos mantermos estacionários. Todavia, a seleção que deixará os seres separados por sintonia moral, está em andamento e nada a cessará. Bons e maus, produtivos e improdutivos, trigo e joio como disse o Cristo, todos estamos nos autoclassificando através de nossas ações, intenções e sentimentos.

A escola terrena era um mundo de expiações, será um mundo de regeneração. Digo “era” para expiações, pois pelo menos desde o século XIX sabemos que os tempos são chegados. Portanto, mesmo que ainda tenhamos características expiatórias, nossos pés já pisam um mundo regenerador. Estamos literalmente no processo de transição.

Segundo o mesmo capítulo de A Gênese, “A Humanidade tem realizado, até ao presente, incontestáveis progressos. Os homens, com a sua inteligência, chegaram a resultados que jamais haviam alcançado… Resta-lhes ainda um imenso progresso a realizar: o de fazerem que entre si reinem a caridade, a fraternidade, a solidariedade, que lhes assegurem o bem-estar moral.”

Mais relevante ainda é a afirmação seguinte, que diz que “Não poderiam consegui-lo nem com as suas crenças, nem com as suas instituições antiquadas, restos de outra idade, boas para certa época, suficientes para um estado transitório, mas que, havendo dado tudo o que comportavam, seriam hoje um entrave.” O progresso precisa necessariamente se estender ao campo moral. Esse é o período em que vivemos, em que se busca o despertamento daqueles que não perceberam ainda a gravidade de suas escolhas, as quais lhes manterão por algum tempo em estados inferiores.

A obra de Kardec deixa absolutamente claro que ninguém escapará de decidir o próprio futuro, pois “Trata-se de um movimento universal, a operar-se no sentido do progresso moral. Uma nova ordem de coisas tende a estabelecer-se, e os homens, que mais opostos lhe são, para ela trabalham a seu mau grado.”

Tenhamos em mente que tudo o que está havendo no planeta levará à separação dos justos e injustos, dos bons e maus, dos que desejam seguir progredindo daqueles que preferem seguir um pouco mais nas rotas inferiores. O que nos parece caos é o rompimento de estruturas que não contribuem mais com o momento evolutivo do planeta e da humanidade. E se pretendemos passar por isso sem grandes sofrimentos, devemos confiar na sabedoria divina enquanto nos vigiamos e colocamos em sintonia com o Criador. O temor é falta de fé e a inatividade no bem é irresponsabilidade espiritual.

Tudo ficou claro. Os tempos são chegados, os sinais estão aí. Você já escolheu o seu lado?

Vania Mugnato de Vasconcelos

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://agendaespiritabrasil.com.br/2021/07/08/transicao-planetaria-segundo-o-espiritismo/>. Acesso em: 28NOV2022.

Vania Mugnato de Vasconcelos
Vania Mugnato de Vasconcelos

Advogada, Bacharel em Serviço Social, pós-graduada em Recursos Humanos. Casada, mãe, espírita desde os 12 anos de idade, palestrante em vários centros no interior de São Paulo. Trabalhadora do CE João Batista de Jundiaí – SP, atua na casa como palestrante e Coordenadora do Grupo de Pais. Discípula de Jesus pela Aliança Espírita Evangélica do ABC, é oradora em casas espíritas vinculadas à USE Regional Jundiaí. Também é oradora em seminários realizados pelo Instituto Chico Xavier de Itu, em parceria com outros trabalhadores da seara espírita. Articulista espírita em redes sociais, jornais e blogs, seus textos e poemas estão disponíveis ao público na internet, bem como possui canal de vídeos no Youtube contendo palestras e estudos espíritas.

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