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Ação

dezembro 12, 2022

“Que dizer dos discípulos que estudam sempre, sem jamais aprenderem no terreno das aplicações legítimas?
Que dizer dos companheiros portadores de luzes verbais para os outros, que nunca se iluminam a si mesmos?
Catalogar valores não significa vivê-los.”
(Alexandre – Livro Missionários da Luz – Cap. 9 – André Luiz/Chico Xavier)

Alexandre na cena acima, lindamente descrita no Capítulo 9 do livro Missionários da Luz, é provocado, em reunião pública no plano espiritual, por perguntas de algumas pessoas, por ele orientadas, que eram médiuns encarnados, emancipados pelo sono.

Comentavam eles das dificuldades em estabelecer contato mediúnico com espíritos mais elevados. A resposta acaba por se tornar em maravilhosa palestra repleta de lições importantes e necessárias até hoje.

A frase que eu elegi, no início, suscita questionamentos no íntimo de cada um.

O conhecimento, a leitura e o seu consequente aprendizado são elementos primordiais da nossa evolução a ponto de o Espírito da Verdade eleger a instrução como segundo mandamento aos espíritas, o “amai-vos e instruí-vos”.

O questionamento do orientador Alexandre é: De que adianta conhecer se não aplica?

Divulgar esses ensinamentos que nos esclarecem e consolam é caridade como nos esclarece Emmanuel. No entanto, não valeria mais exemplificar os ensinamentos?

A palavra, cheia de luz, há de ajudar alguém em um momento de necessidade, mas, como agimos em nossa vida íntima? Demonstramos em nossas relações aquilo que aprendemos? No núcleo familiar reconhecem em nosso comportamento um espírita cristão? Diante dos desafios que se apresentam no ambiente profissional nos percebem diferente daqueles que ainda não beberam da mesma fonte que cada um de nós? No trânsito, no transporte público, na fila do banco, na recepção de um posto de saúde enxergam, no nosso comportamento, um ser que não se desequilibra ante o desafio da paciência? As notícias falaciosas contra outrem que chegam aos nossos ouvidos encontram, em nós, um túmulo onde jazerão ou um megafone que as espalhará, esquecendo-se, completamente, dos ensinamentos do Evangelho? Será que só conseguimos simular o comportamento cristão no ambiente da casa espírita (e olhe lá hein)?

Somos o que somos, em casa, no trabalho, entre amigos, no banco, na lotérica, no ônibus e no centro espírita. Se queremos ser melhores trabalhadores do Cristo, sobretudo, no campo da mediunidade, temos que nos atentar às palavras de Alexandre. Temos que exercitar o comportamento do trabalho mediúnico onde estivermos.

Diante das adversidades do lar, ore, busque a companhia das melhores companhias espirituais, vigie seus pensamentos ante as ofensas, aja com amorosidade, tal qual faria diante de manifestação mediúnica mais agressiva e terá o mesmo resultado que lá se consegue, qual seja, acalmar, acolher, pacificar.

O que os bons espíritos esperam de nós, trabalhadores do lado de cá, é mais ação e menos palavras. A mera simulação do comportamento cristão apenas nas horas do trabalho, entregam a eles ferramentas pouco afiadas no amor. A ferramenta cega só dá mais trabalho ao seu operador isso quando não a inutiliza por completo.

Urge a reflexão profunda, sobre o que estamos fazendo com os ensinamentos que temos, amealhado, ao longo da vida, se os temos usado para a nossa melhora pessoal ou guardando na estante de nossa mente, apenas como palavras bonitas que nos ajudaram em momentos difíceis.

André Tarifa

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://agendaespiritabrasil.com.br/2014/11/15/sao-kardec-kardec-sao/>. Acesso em: 12DEZ2022.

André Luis R. Tarifa
André Luis R. Tarifa

Trabalhador espírita desde os 12 anos de idade, eterno aprendiz, tenho um canal no Youtube onde compartilho meu aprendizado e as belezas da poesia. Atualmente desenvolvo os meus trabalhos no Centro Espírita Mansão da Esperança em São Paulo, SP.

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