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Leis

dezembro 26, 2022

O Universo, desde sempre, é regido por leis. Do átomo ao maior astro desse enorme quintal de Deus, tudo e todos obedecem a leis, perfeitas, já que criadas pelo único justo de verdade que conhecemos, que mantém tudo na mais perfeita harmonia. Não existe caos na obra do Criador.

E, na sua incomparável generosidade, as revelou para nós aqui na Terra.

No meio judaico-cristão podemos afirmar que a primeira revelação delas veio por intermédio de Moisés, os tão conhecidos “dez mandamentos”. O decálogo veio na exata medida à nossa capacidade de assimilá-lo à época.

Para um povo muitíssimo infantil, espiritualmente, vieram uma porção de “nãos”, tal qual um pai ou mãe faz com seus filhos nos primeiros ensinamentos. Não pode matar, não pode mentir, não pode roubar, não pode desejar a mulher do próximo, não isso, não aquilo, não, não e não.

Para um povo, até então, escravo e que não sabia o que fazer com a liberdade recém conquistada, Moisés teve ainda que criar um outro tanto de leis civis para regular a convivência entre seus liderados.

E aqui vai a primeira e importantíssima diferença a ser notada: Leis criadas por Deus e leis criadas por Moisés para regular a vida civil do seu povo. Até hoje sofremos as consequências dessa confusão na medida em que um contingente enorme de pessoas, dentro de uma vertente cristã, tomou as leis “civis” de Moisés, como ordenamento Divino.

Essas leis civis, criadas por um homem, são tão imperfeitas ou justas quanto se é possível por qualquer um de nós, no estágio de evolução em que nos encontramos. Quando Moisés legislava não era diferente de um prefeito, governador, deputado ou vereador de hoje quando editam suas normas para regular algo de nossa vida social.

Já o que Deus “imprimiu” em pedra é perene e imperecível, perfeita e imutável gravadas, principalmente, na nossa consciência. Tanto que estas, mais à frente no tempo, são reinterpretadas e detalhadas, mais minuciosamente, em duas ocasiões: com Jesus Cristo e com o Espiritismo.

Mas não é porque foram criadas por Moisés que não deveriam ser cumpridas, assim como hoje obedecemos àquelas criadas pelos nossos dirigentes políticos. E tudo isso ainda é necessário porque, até hoje, tanto quanto naquela época, não sabemos o que fazer direito com a nossa liberdade de escolhas, o tão propalado livre-arbítrio.

A evolução é constante, o crescimento e amadurecimento espiritual, por consequência natural, também o são e, um dia, quando conseguirmos obedecer, ou melhor, compreender as leis de Deus, as imperfeitas criadas por nós, já não serão mais necessárias. Até lá que as cumpramos para que a ordem possível seja mantida e para que possamos exercitar nossa disciplina, tão necessária ao cumprimento das leis Divinas.

E a principal delas veio lá na segunda revelação, sintetizada pelo mestre Jesus: “Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles: isto é a Lei e os Profetas.” (Matheus 7:12).

André Tarifa 

André Luis R. Tarifa
André Luis R. Tarifa

Trabalhador espírita desde os 12 anos de idade, eterno aprendiz, tenho um canal no Youtube onde compartilho meu aprendizado e as belezas da poesia. Atualmente desenvolvo os meus trabalhos no Centro Espírita Mansão da Esperança em São Paulo, SP.

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