
Qual Ano Novo?
Convenção humana, o chamado calendário civil organiza nossas ações, incluindo o passado e o futuro.
Sabemos todos que o futuro é factível de ser perscrutado, pois que se alguém conseguiu viver mais tempo do que nós, o mesmo pode se dar conosco. É Lei Natural.
Também de fácil dedução, se há aqueles que melhor se comportam no sentido da educação moral, e acabam por se tornar referência para o vulgo, e levando em conta que é da nossa natureza querer que não nos causem prejuízos, teremos sempre que avaliar e reavaliar nossos valores e atitudes, para não incidirmos nos mesmos erros daqueles que nos atingem. Mais tempo, menos tempo, a consciência sempre cobra.
Não há outra solução, portanto, do que mudarmos nosso modo de pensar e agir. Caso contrário seremos marginalizados por nós mesmos na Estrada da Vida.
Nesse ponto podemos evocar o calendário civil, sem especificarmos o ano, mas, sim, o período em que o Senhor Jesus esteve fisicamente entre nós.
Tendo-O como maior Guia e Modelo oferecido por Deus ao Homem, segundo a questão 621 de O Livro dos Espíritos, nada mais útil do que ouvi-lo para balizar nosso “destino” rumo ao futuro.
Sendo Ele o “Verbo que se fez carne…” (Jo 1:14), o Senhor Jesus nos apresentou Leis que balizam a Criação Divina, queiramos ou não, aceitemos ou não.
Dentre elas poderíamos destacar: …e então dará (Deus) a cada um segundo as suas obras. (Mateus 16:27).
Paulo, o Apóstolo dos Gentios, interpretando as lições deixadas pelo Senhor Jesus, advertiu os Gálatas: “…porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7).
Portanto, se o que esperamos, e torcemos para que aconteça, é que o futuro seja melhor do que hoje, com alegrias, paz, sucesso profissional, financeiro, ou sentimental etc., imprescindível reconhecermos que só receberemos da Vida o que darmos ao Próximo, e que só haverá retorno positivo por parte da Divina Providência, se o que fornecermos for positivo aos que conosco convivem.
Dessa forma, só nos resta o “…não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior (João 5:14), que o Senhor Jesus ensinou, alertando-nos sobre as consequências de nossos pensamentos e atitudes.
Então, que sejamos todos mais felizes em 2023, mas que nossa felicidade cresça mais e mais, a partir de cada novo dia, nos 365 dias seguintes.
Pensemos nisso.
Antônio Carlos Navarro.
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