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Os doentes primeiro

abril 8, 2023

Jesus abraça a todos os que desejam a excelência de Sua alimentação espiritual

“(…)Digo-vos assim que haverá alegria no Céu por um
pecador  que  se  arrepende, mais  do que por noventa
e nove justos que não necessitam de arrependimento.”
(Lc., 15:7)

A todo o momento Jesus escandalizava os fariseus e esses não deixavam passar nada… Assim, ao surpreenderem o Mestre tomando Sua refeição junto aos publicanos e pecadores – indignados ao extremo – interpelaram os discípulos (1): “por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?”

Na verdade, segundo Emmanuel (2), até hoje, de maneira geral, a comunidade cristã, em seus diversos setores, ainda não percebeu toda a significação do banquete do Mestre, entre os publicanos e pecadores… Não só a última ceia com os discípulos mais íntimos se revestiu de singular importância. Nessa reunião em Jerusalém, ocorrida na Páscoa, revela-nos Jesus o caráter sublime de Suas relações com os amigos de apostolado. Trata-se de refeição íntima e familiar, solenizando despedida afetuosa e divina ligação ao mesmo tempo. Entanto, é necessário recordar que o Mestre atendia a esse círculo em derradeiro lugar, porquanto já se havia banqueteado carinhosamente com os publicanos e pecadores. Partilhava a ceia com os discípulos num dia de alta vibração religiosa, mas comungava o júbilo daqueles que viviam à distância da fé, reunindo-os, generoso e, conferindo-lhes os mesmos bens nascidos de Seu incondicional amor.

O banquete dos publicanos tem especial significado na história do Cristianismo, vez que demonstra que o Senhor abraça a todos os que desejem a excelência de Sua alimentação espiritual nos trabalhos de Sua vinha, e que não só nas ocasiões de fé permanece presente entre os que O amam; em qualquer tempo e situação, está pronto a atender as Almas que O buscam.

O banquete dos pecadores foi oferecido antes da ceia aos discípulos. E não nos esqueçamos de que a mesa divina prossegue em sublime serviço. Resta aos comensais o aproveitamento da concessão.

OS SÃOS NÃO PRECISAM DE MÉDICO (3)

Quando erradamente nos julgamos desqualificados para os trabalhos da Seara de Jesus, por estarmos conscientes do montante de nossos débitos e do superlativo nível de nossas limitações, lembremo-nos de que Ele, o Mestre Incomparável, jamais menosprezou a ninguém, pois sabia enxergar além das aparências, vendo na intimidade de cada um a bruxuleante luz da relativa perfectibilidade ínsita em todos nós. Ele sabia como fazer para avivar aquela pequena chama.

Busquemos, pois, a Luz, tecendo a “veste nupcial” que nos ensejará acesso ao banquete íntimo com Nosso Senhor, pois é da Sua vontade que estejamos nós onde Ele Se encontra.

Rogério Coelho

Referências:
(1) Mt.; 9:11;
(2) XAVIER, F. Cândido. Caminho verdade e vida. ed. Rio [de Janeiro]: 2006,  cap. 137; e
(3) Mt., 9:12.

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://blogdosespiritos.com.br/2013/09/16/jesus-exemplifica-a-fe-e-a-humildade-na-ultima-ceia/>. Acesso em: 08ABR2023.

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

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