262 visualizações

Lei de afinidades

abril 11, 2023

Não se elimina o pântano atirando-lhe flores

“Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão as águias.”
Jesus (Mt., 24:28.)

Falando sobre a depressão, que constitui um fenômeno mundial nos dias de hoje, o médium fluminense Raul Teixeira diz que ela está no indivíduo. Segundo ele, “(…) o deprimido sofre por um sentimento de culpa que não sabe de onde vem. Mas a culpa que ele sente não é de agora, vem do passado, recente ou remoto.

Em seguida ele dá a receita para os deprimidos: “(…) deixem que o Sol penetre sua casa; abram as janelas do quarto; façam uma leitura edificante e orem a Deus, pedindo forças para vencer o sentimento de depressão”.

Emmanuel, o abnegado e lúcido mentor de Chico Xavier, destrinça o versículo em epígrafe, ensinando (1): “(…) apresentando a imagem do cadáver e das águias, referia-se o Mestre à necessidade dos homens penitentes, que necessitam de recursos de combate à extinção das sombras em que mergulham.

Não se elimina o pântano, atirando-lhe flores…

Os corpos apodrecidos no campo atraem os corvos que os devoram. Essa figura de alta significação simbológica é dos mais fortes apelos do Senhor, conclamando os servidores do Evangelho aos movimentos do trabalho santificante.

Em vários círculos do Cristianismo renascente surgem os que se queixam, desalentados, da ação de perseguidores, obsessores e verdugos visíveis e invisíveis.  Alguns aprendizes se declaram atados à influência deles e confessam-se incapazes de atender aos desígnios de Jesus.

Conviria, porém, muita ponderação antes de tais afirmativas que apenas acusam os próprios autores. É imprescindível lembrar sempre que as aves impiedosas se ajuntarão em torno dos cadáveres em abandono.  Os corvos se aninham noutras regiões, quando se alimpa o campo em que permaneciam.

Um homem que se afirma invariavelmente infeliz, fornece a impressão de que respira num sepulcro; todavia, quando procura renovar o próprio caminho, as aves escuras da tristeza negativa se afastam para mais longe.

Luta contra os cadáveres de qualquer natureza que se abriguem em teu mundo interior.  Deixa que o Divino Sol da Espiritualidade te penetre, pois, quando fores ataúde de coisas mortas, serás seguido, de perto, pelas águias da destruição”.

Rogério Coelho

Referência:
(1) XAVIER, F. Cândido. Pão nosso.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1999, cap. 32.

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://br.freepik.com/fotos-premium/a-flor-de-lotus-floresceu-a-noite-no-pantano_9339419.htm>. Acesso em: 11ABR2023.

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

Deixe aqui seu comentário:

Divulgue o cartaz do seu evento espírita.

Clique aqui