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É bom lembrar que vivemos ainda num mundo de expiações e provas

agosto 2, 2023

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito.”
João 14:1,2.

Encontramos no Evangelho Segundo o Espiritismo no Cap. III, item 3, o que segue: Diferentes categorias de mundos habitados.

Do ensino dado pelos Espíritos, resulta que muito diferentes umas das outras são as condições dos mundos, quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Entre eles há-os em que estes últimos são ainda inferiores aos da Terra, física e moralmente; outros, da mesma categoria que o nosso; e outros que lhe são mais ou menos superiores a todos os respeitos. Nos mundos inferiores, a existência é toda material, reinam soberanas as paixões, sendo quase nula a vida moral. À medida que esta se desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por assim dizer, toda espiritual.”

Podemos concluir daí, que a Terra ainda é um planeta muito distante da categoria dos mundos adiantados em todos os seus aspectos, físico, intelectual, moral ou espiritual. Por esse motivo, são muito comuns as misérias e sofrimentos tão facilmente constatados em todos os seus limites, aliás, como podemos observar nos ensinos dos Espíritos Superiores, Os cataclismos gerais foram consequência do estado de formação da Terra. “Hoje, não são mais as entranhas do planeta que se agitam: são as da Humanidade”. (A Gênese, cap. XVIII, item 7).

Os habitantes que para aqui são enviados, arrastam consigo uma bagagem enorme de hábitos impróprios e nocivos ao seu desenvolvimento e do planeta, adquiridos nas incontáveis oportunidades de reencarnação não aproveitadas, onde desenvolveu apenas seus apetites animalescos, na conquista dos bens e dos títulos materiais, o que se reflete no ambiente espiritual de seus habitantes.

Assim, o indivíduo encarnado viciado continua a busca da realização dos seus baixos apetites, o que facilita a intervenção danosa de mentes desencarnadas que os utilizam como instrumentos para a satisfação de seus desejos inconfessáveis, os quais a mente encarnada aceita com facilidade sugestões e ordens daqueles com os quais se afinam.

“A Humanidade atual, em seu aspecto coletivo, considerada mentalmente, ainda é a floresta escura, povoada de monstruosidades.

Se nos fundamentos evolutivos da organização planetária encontramos os animais pré-históricos, oferecendo a predominância do peso e da ferocidade sobre quaisquer outros característicos, nos alicerces da civilização do espírito ainda perseveram os grandes monstros do pensamento, constituídos por energias fluídicas, emanadas dos centros de inteligência que lhes oferecem origem.

Temos, assim, dominando ainda a formação sentimental do mundo, os mamutes da ignorância, os megatérios da usura, os iguanodontes da vaidade ou os dinossauros da vingança, da barbárie, da inveja ou da ira.” (Chico Xavier, pelo Espírito Emmanuel. Livro: Roteiro, cap. 30).

Somos sabedores do papel que nos está confiado na obra da criação como cocriadores que somos, conforme está muito bem explicado pelos Imortais da Vida Maior, no Livro dos Espíritos conforme segue.

Objetivo da encarnação

    1. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?

“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.”

 Nota: A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo. Deus, porém, na Sua sabedoria, quis que nessa mesma ação eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximar Dele. Deste modo, por uma admirável lei da Providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza. (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos – FEB, 76ª edição).

No livro Obras Póstumas de Allan Kardec, FEB. 13ª edição, Primeira Parte, encontramos sob o título Profissão de fé Raciocinada – § III. CRIAÇÃO, itens 15 a 19, o seguinte:

“15. “A origem e o modo de criação dos Espíritos nos são desconhecidos; sabemos somente que são criados simples e ignorantes, quer dizer, sem ciência e sem conhecimento do bem e do mal, mas perfectíveis e com uma igualdade de aptidão para tudo adquirir e tudo conhecer com o tempo. No princípio, estão numa espécie de infância, sem vontade própria e sem consciência perfeita de sua existência.”

    1. À medida que o espírito se afasta do ponto de partida, as ideias se desenvolvem nele, como na criança, e com as ideias, o livre arbítrio, quer dizer, a liberdade de fazer, ou não fazer, de seguir tal ou tal caminho, para o seu adiantamento, o que é um dos atributos essenciais do Espírito.
    2. O objetivo final de todos os Espíritos é alcançar a perfeição, da qual a criatura é suscetível; o resultado dessa perfeição é o gozo da felicidade suprema, que lhe é a consequência, e à qual chegam, mais ou menos prontamente segundo o uso que fazem de seu livre arbítrio.
    3. Os Espíritos são os agentes do Poder Divino; constituem a força inteligente da Natureza e concorrem ao cumprimento dos objetivos do Criador para a constituição da harmonia geral do Universo e das leis imutáveis da criação.
    4. Para concorrerem, como agentes do poder divino, na obra dos mundos materiais, os Espíritos revestem, temporariamente, um corpo material.

Os Espíritos encarnados constituem a Humanidade. A alma do homem é um Espírito encarnado.”

Urge portanto, que nós conhecedores das Leis Divinas tão primorosamente decifradas nas páginas da codificação do espiritismo, apresentemo-nos ao serviço de divulgação e vivência dos ensinamentos trazidos por Jesus nosso Mestre e Guia, enfrentando a árdua tarefa de nossa reforma íntima com coragem e fé, para servirmos de instrumentos úteis e dóceis à Espiritualidade Superior, visando fazer a parte que nos cabe na transformação desse estado de coisas que também exige nossa efetiva participação no Bom Combate de implantação do Evangelho no coração de cada irmão nosso de caminhada evolutiva.

Jesus nos sustente nesse nobre objetivo.

Francisco Rebouças

Francisco Rebouças
Francisco Rebouças

Pós-Graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos veículos de divulgação espírita no Brasil, Expositor Espírita, criador do programa: "O Espiritismo Ensina".

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