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Trabalhadores

setembro 7, 2023

O capítulo 20 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” é curioso, tendo por tema os trabalhadores da última hora, elege os espíritas como tal e é um capítulo riquíssimo em ensinamentos. Nele temos uma intepretação da parábola, situando, historicamente, os personagens dela. Situam como os primeiros trabalhadores, os profetas e Moisés que, de fato, estão há mais tempo na lida e, diga-se também, enfrentaram muito mais lutas e dificuldades do que qualquer um de nós nos dias de hoje, chega até os tempos em que Mestre, por fim, prediz a chegada dos últimos e, entre Ele e nós ainda houve uma turma grande de intelectuais, mártires e missionários que também deram a sua contribuição abrindo, a golpes de faca, o caminho suave que trilhamos hoje no cristianismo.

Por fim, temos a revelação espírita que, ao descortinar o mundo espiritual e nossa relação com ele, e a justiça divina da reencarnação, elucidando, com muito mais clareza todas as leis que regem o universo, faz o derradeiro papel do trabalho, no fim deste ciclo evolutivo do planeta.

Mas, se o cristianismo teve seus colabores de primeira hora, trabalhando em terreno duro e inóspito, o Espiritismo também os teve. Na Europa, tanto o materialismo, a ciência positivista, quanto as religiões criaram um ambiente muito difícil para os primeiros adeptos da terceira revelação. Enfrentaram hostilidades e ataques de toda ordem. Mas, venceram o bom sendo e a fé, baseados na razão.

Aqui no Brasil não foi diferente. Bezerra de Menezes, Cairbar Schutel, Eurípedes Barsanulfo, Francisco Candido Xavier, entre outros, enfrentaram também suas lutas na consolidação dos seus trabalhos. Dificuldades de tal ordem que somente enviados especiais como eles enfrentariam. Mas, dentro da planificação Divina é assim mesmo, os mais fortes vêm à frente abrindo o caminho e dando exemplo aos demais.

Mas, em especial no Brasil, venceu a Doutrina, os conceitos por ela disseminados encontraram aqui campo fértil e até quem não se declara seguidor dela já conhece e acredita tanto na reencarnação quanto na comunicabilidade com os espíritos. E isso também se dá graças ao incontável número de trabalhadores que continuaram o trabalho dos primeiros. Citei apenas alguns expoentes, mas, com certeza, existiram muitos mais, anônimos, que abriram as primeiras casas espíritas nas suas cidades e prepararam o terreno pavimentado, amplo e bem iluminado que percorremos hoje.

Com a pandemia, então, percebemos que até sem sair de casa o trabalho pôde continuar, ou seja, não há mais desculpa alguma para que não desenvolvamos o nosso trabalho, não importa em que tarefa, mesmo porque todas tem o seu valor, levando e levantando, bem alto, o candeeiro espírita para a iluminação de novas consciências.

André Tarifa

Nota do Editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em vinha.
Acesso em: 06/09/2023. 

André Luis R. Tarifa
André Luis R. Tarifa

Trabalhador espírita desde os 12 anos de idade, eterno aprendiz, tenho um canal no Youtube onde compartilho meu aprendizado e as belezas da poesia. Atualmente desenvolvo os meus trabalhos no Centro Espírita Mansão da Esperança em São Paulo, SP.

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