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Não se envenenar pelo desânimo

setembro 20, 2023

Irmãos, é prudente empregarmos todos os cuidados na vigilância para não nos tornarmos vítimas dos efeitos venenosos, danosos e prejudiciais do desânimo.

Encontramos em O Evangelho segundo o Espiritismo, o seguinte:

(…) “O desânimo é uma falta. Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. A prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. Ele já muitas vezes vos disse que não coloca fardos pesados em ombros fracos. O fardo é proporcionado às forças, como a recompensa o será à resignação e à coragem. Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição. Cumpre, porém, merecê-la, e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.” (O Evangelho Segundo do Espiritismo, FEB. 112ª edição, cap. V, item 18.).

Embora não possa me apresentar como alguém que esteja vacinado contra o desânimo, ao contrário, enfrento diariamente esse perigo, porque também não possuo ainda as virtudes necessárias para me blindar contra esse perigoso inimigo.

É preciso que acordemos e nos dediquemos o quanto antes à prática desse exercício que deve ser uma das muitas metas que precisamos alcançar, entendendo que é sem dúvida algo trabalhoso que vai nos exigir muita reflexão e disciplina material, moral e espiritual.

A vida nos propõe trabalhar por todos os meios, e possibilidades visando nosso aperfeiçoamento a caminho da felicidade e da perfeição a que estamos destinados, e o desânimo pode influir negativamente para retardar essa nossa conquista.

Isso porque pela ignorância, ou mesmo pelo desprezo aos ensinamentos das Leis Divinas inscritas em nossa consciência, agimos em sentido contrário levados pelos impulsos inferiores, criando aflição e sofrimento para nós mesmos, esquecidos de que a “plantação é livre mas a colheita é obrigatória.” (Epístola de Paulo aos Gálatas – 6:7-8).

Outrora muitos de nós achávamos que a morte seria o fim dos nossos problemas, ou mesmo nos acreditávamos privilegiados da Infinita Bondade de Deus, por que exibíamos atitudes de superfície, nos templos religiosos, o que vimos constatar mais tarde, que somos imortais, e dessa forma estaremos sempre sob os efeitos positivos ou negativos das nossas próprias obras.

Isto por que nossos pensamentos, palavras e atos desenvolvem asas de libertação ou algemas de cativeiro, facilitando ou dificultando nossa elevação a planos superiores no processo evolutivo conduzindo-nos à vitória ou perda da paz e da harmonia interior, e que somente de nós mesmos é que devemos nos queixar em casos de dores e sofrimentos que tenhamos de suportar.

“Confia sempre na ajuda divina.

Quando te sentires sitiado, sem qualquer possibilidade de liberação, o socorro te chegará de Deus.

Nunca duvides da paternidade celeste.

Deus vela por ti, e te ajuda, nem sempre como queres, porém, da melhor forma para a tua real felicidade.

Às vezes, tens a impressão de que o auxílio superior não virá ou chegará tarde demais.

Passado o momento grave, constatarás que o recebeste alguns minutos antes, caso tenhas perseverado à sua espera.”

(Divaldo Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis. Livro: Vida Feliz, cap. XIII.)

Se por um lado é verdade que nos vemos hoje às voltas com as ruínas de nossas realizações deploráveis do passado equivocado, não devemos nos desesperar ou perder a esperança nos dias do porvir. Deus nosso Pai não prescinde da justiça, mas essa mesma justiça não se opera sem amor.

Nos tempos idos, agíamos sob o império dos sentimentos de crueldade, motivados pelo excessivo orgulho que nos fomentava ódio e a perseguição de quantos nos contrariassem os interesses mesquinhos que objetivávamos, e hoje a conta chegou e seus efeitos se fazem sentir presentes em nossas vidas em forma de desarmonia e sofrimentos, que nos afetam a existência negativamente.

Graças a Deus começamos a compreender que precisamos mudar nossos propósitos em favor da nossa regeneração e melhoria, investindo em nossos objetivos superiores, no trabalho da reforma íntima que teremos que empreender mais cedo ou mais tarde.

É urgente assumir que a posição que nos é peculiar, diante das Leis Divinas nos classifica como almas entre a luz das aspirações sublimes e o nevoeiro dos débitos escabrosos, que solicita o enfrentamento do homem velho que nos escraviza a séculos e a disposição de desenvolvimento do homem novo que espera o fruto de nossa boa vontade para com ele.

Jesus nos conduza e guie nessa direção!

Francisco Rebouças

Francisco Rebouças
Francisco Rebouças

Pós-Graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos veículos de divulgação espírita no Brasil, Expositor Espírita, criador do programa: "O Espiritismo Ensina".

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