Página InicialTextos Espíritas“Sou Espírita, contra o aborto, mas defendo a descriminalização”

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“Sou Espírita, contra o aborto, mas defendo a descriminalização”

outubro 6, 2023

O Livro dos Espíritos questão 358: Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?

“Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.”

Há cerca de 10 anos venho ajudando em campanhas em defesa da vida e posso afirmar que, nos últimos anos, houve uma mudança bastante significativa na visão de alguns Espíritas que, pouco a pouco, vêm se mostrando mais “liberais” na questão da defesa da vida do nascituro.

Uma das situações que me deixou mais atônito foi perceber que há espíritas que se dizem contra o aborto, mas defendem a legalização no Brasil.

O principal – e equivocado – argumento se baseia na questão da mulher, sob a alegação de que, com a liberação, todas – e não somente as que têm recursos financeiros – terão o direito de fazer o aborto de forma dita “segura”, em clínicas apropriadas e “limpinhas”. Dessa forma a mulher não correria risco de morte ou de complicações no “parto” que, nesse caso é, na verdade, um assassinato.

O olhar dessas pessoas está focado na vida da mãe – que, com certeza é um bem precioso e precisa ser preservado – mas esquece totalmente da vida da criança que, invariavelmente, é morta com o procedimento citado.

A verdade é que nenhum aborto provocado é seguro, pois é contra a natureza da vida, uma vez que o bebê está em processo de maturação para que possa voltar em uma nova encarnação. Também por isso há tantas complicações nos abortos, pois o bebê, ao se perceber em perigo, luta desesperadamente por sua vida, o que, em alguns casos, leva à morte da mãe, como descrito no livro “Contos e Apólogos”, no capítulo Seara de Ódio:

“Duramente repelido, caiu o pobre filho nas trevas da revolta e, no anseio desesperado de preservar o corpo tenro, agarrou-se ao coração dela, que destrambelhou, à maneira de um relógio desconsertado… Ambos, então, ao invés de continuarem na graça da vida, recipitaram-se no despenhadeiro da morte.”.

Quantos casos de morte materna durante os procedimentos de aborto não teriam sido devido a situações semelhantes às descritas nesse caso ou em outros também descritos na literatura espírita?

Destaco aqui o livro “Deixe-me Viver” de Luís Sérgio, que nos traz esclarecimentos sobre a “Colônia dos Rejeitados”, onde espíritos que foram preteridos pelos pais ficam em recuperação, muitos deformados e que levam muito tempo para conseguir se reequilibrar e tentar uma outra oportunidade de renascer.

Toda morte desnecessária é triste, tanto da mãe quanto da criança e é por isso que precisamos cada vez mais auxiliar às mães que buscam o aborto a entender que há outras opções ao invés de matar o próprio filho.

Há inúmeras instituições, de várias denominações religiosas ou não, que acolhem as mães, auxiliando naquilo que a família possa precisar para receber e cuidar do filho por nascer. E, mesmo que a família não queira ficar com a criança, a legislação brasileira permite que ela a entregue para adoção, o que é um ato muito mais louvável do que matar o próprio filho que, com certeza, vai abençoar a família que o deixou viver e continuar evoluindo como todos nós que já estamos encarnados.

Para os espíritas a favor do aborto ou da sua descriminalização, sugiro buscar as obras citadas nesse texto, entre tantas outras que existem. Busquem também o Opúsculo da FEB que nos traz vasta literatura para que possamos meditar sobre o tema.

Aborto seguro não há

Pois alguém sempre perece

O feto é vítima certa

E a mãe muitas vezes falece

 

Flavio Oliveira

Flávio Oliveira
Flávio Oliveira

Frequentador do Centro Espírita Seara de Luz, na cidade de São José dos Campos/SP, onde é trabalhador das atividades de Evangelização Espírita Infantil, ministra palestras em alguns Centros Espíritas da cidade e participa também de campanhas em defesa da vida, de orientação com relação ao aborto e ao suicídio.

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