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Uma prece a mais nunca é demais

dezembro 4, 2023

A oração é uma inexaurível e abençoada fonte de renovação e entusiasmo

“A prece é a tranca da noite e a chave da manhã”. Mohandas K. Gandhi

Na vida tumultuada de hoje torna-se, mais do que nunca, imprescindível voltarmo-nos para as imperecíveis e alcandoradas fontes dos Céus: para nossa origem espiritual!

Tanto no plano material quanto no espiritual, vivemos atordoados por informações infelizes, notícias alarmantes, vitupérios, apedrejados por incompreensões de variado matiz e tantas outras adversas e nefandas circunstâncias…

Para vencermos com serenidade e equilíbrio essas injunções danosas, precisamos nos apoiar no “rochedo da prece”, situado na “ilha da meditação”, conforme esclarece Joanna de Ângelis.

Aduz Marco Prisco (1):

“(…) a prece não constitui apenas um paliativo exclusivo, sendo, também, inexaurível e abençoada fonte de renovação e entusiasmo. Ela tem o poder de clarificar os horizontes e içar o homem do abismo às cumeadas libertadoras.

(…) Que a prece não constitua um instrumento de rogativa e solicitação incessantes, mas, um telefônio para expressar o reconhecimento e a gratidão com que você exporá os sentimentos renovados ao Pai Celestial.

Não se trata de beatice, nem tampouco de pieguismo emocional. A prece constituir-lhe-á bastão de apoio, medicamento reconfortante, pão nutriente, porquanto, cada um sintoniza com aquilo em que pensa e vibra.

Orando, você naturalmente haurirá nas fontes inesgotáveis da Divina Providência as energias necessárias para o êxito dos seus cometimentos”.

 

Entendendo assim, Paulo escreveu aos romanos (2): “(…) sede, na oração, perseverantes”.

A prece é um excelente recurso terapêutico, visto que – segundo nos ensina em mensagem esparsa vinda pelas mãos abendiçoadas de Chico Xavier um Espírito amigo identificado simplesmente como Aparecida (3):

“(…) alta percentagem das moléstias que perseguem a saúde dos homens é perfeitamente curável, pela oração, de vez que a maioria das afecções orgânicas são simples quedas espirituais de nossa própria alma, nos caminhos do coração”.

Além disso, é ela também recurso profilático, pois segundo a nobre Mentora de Divaldo Franco (4), “(…) as mentes que se resguardam na oração defendem a casa mental da agressividade alheia, das interferências perniciosas e simultaneamente se mantêm indenes aos petardos das paixões e animosidades que lhes são arremessados por encarnados aturdidos e viciados ou por Entidades vingadoras, ociosas, perversas, cultivadoras da inveja e da insensatez”.

Rogério Coelho

Referências Bibliográficas:
(1) FRANCO, Divaldo. Momentos de decisão. 3.ed. Salvador: LEAL, 1991, cap. 17;
(2) Romanos, 12:12;
(3) XAVIER, F. Cândido. Dicionário da alma. 2.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1979, p. 283;
(4) FRANCO, Divaldo. No limiar do infinito. Salvador: LEAL, 1977, p. 146.

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

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