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A psicosfera do Natal!

dezembro 16, 2023

Quem vai poder negar que quando o Natal se aproxima, sentimos que a maioria de nós somos envoltos por um “clima” de sentimentos mais humanos, compelidos a aproximarmo-nos mais dos que amamos, a dar um presentinho aos nossos afetos, a sermos mais caridosos com os necessitados? O resultado são muitas doações de presentes de Natal entregues às crianças carentes através do Correio brasileiro, bem como cestas básicas às famílias necessitadas, dentre tantos outros exemplos. Por quê? Porque é o Natal do menino Jesus. É uma tradição.

Armamos a árvore de Natal, montamos o presépio e mesmo que seja esse o único gesto de manifestação de espiritualidade, parece que uma força estranha nos deixa mais alegres, mais otimistas.

É muito propagado no meio espírita sobre o desejo que tinha o nosso querido Francisco Cândido Xavier de desencarnar quando os brasileiros estivessem muito alegres, e de fato ele desencarnou quando o Brasil ganhou a Copa de Futebol em 2002. Os pensamentos eram de felicidade e sentia-se isso na psicosfera do Brasil, o que foi benéfico para Chico e para nós todos. Quando muitos ficam felizes, contamina, assim como a cada chegada do Natal, as mentes se unem em sentimentos mais nobres e todos parecem receber e compartilhar essas vibrações.

Na abençoada obra do espírito Humberto de Campos, pela psicografia de Chico Xavier, Boa Nova, ele descreve no primeiro capítulo, intitulado Boa-Nova, como encontrava-se a psicosfera da Terra quando o Mestre encarnou:

          “Caio Júlio César Otávio chegara ao poder… As mentalidades mais altas da antiga República não acreditava no seu triunfo… Entretanto, suas primeiras vitórias começam com a instituição do triunvirato (Governo formado por três homens)…

          Como se o mundo pressentisse uma abençoada renovação de valores no tempo, em breve todas as legiões se entregavam, sem resistência, ao filho do soberano assassinado.

          Uma nova era principiara com aquele jovem enérgico e magnânimo. O grande império do mundo, como que influenciado por um conjunto de forças estranhas, descansava numa onda de harmonia e de júbilo, depois de guerras seculares e tenebrosas…

          Por toda a parte levantavam-se templos e monumentos preciosos…

          A Alma coletiva do Império nunca sentira tamanha impressão de estabilidade e de alegria. A paisagem gloriosa de Roma jamais reunira tão grande número de inteligências.”

Todo esse cenário foi um palco preparado para a chegada do Menino Jesus e que incluía encarnações de Espíritos missionários para a semeadura da Boa Nova: …Imergiam nos fluidos do planeta os que preparariam a vinda do Senhor e os que transformariam em seguidores humildes e imortais dos seus passos divinos.

A partir da vinda D’ele, tudo mudou, o mundo se renovou.

Apesar de sabermos que o Seu nascimento não foi em dezembro, não é o que importa, a vibração de nossos pensamentos unidos para celebrar o nascimento de Jesus é o que importa. E isso vem se repetindo nos lares cristãos desde que o Natal foi criado. É como se Jesus estivesse se aproximando em doses homeopáticas até daqueles corações mais endurecidos. A data ficou impregnada do magnetismo do Mestre.

Estamos testemunhando a Lei de Destruição no planeta Terra para que o novo se estabeleça, para o nosso progresso, então todos nós estamos passando por provas e expiações e os que têm olhos de ver, começam a reconhecer os seus joios internos, suas sórdidas realidades interiores, e tentam regenerarem-se e parece que o evento do Natal funciona como um refrigério às nossas almas, cansadas dos dissabores educativos colhidos devido às nossas imperfeições.

Muitos de nós já vimos por aí as famosas imagens de Jesus em frente a uma porta. Se não vistes ainda, caro leitor, faça uma busca na internet e rapidamente encontrarás. Aquela porta simboliza o nosso coração, cabe a nós abrirmo-la para que ele adentre em nossos corações. Talvez a cada Natal, Jesus esteja esperando que alguém mais abra a sua porta interior para Ele entrar, porque é um momento auspicioso, gerado pela psicosfera geral, em que o bem está no ar, e que culmina em uma noite feliz.

Assim, mais um ano encerra-se, e é Natal, um momento de fraternidade e união.

E, para finalizar, convidamos o leitor a elevar o seu pensamento com Emmanuel enquanto lendo o trecho final da sua linda rogativa ao Mestre, pela psicografia de Chico Xavier, na obra Antologia Mediúnica do Natal, lição 21:

Enquanto o Natal se renova, restaurando-nos a esperança, derrama o bálsamo de tua bondade sobre as nossas preces, e deixa, Senhor, que venhamos a ouvir de novo, entre as lágrimas de júbilo que nos vertem da alma, a sublime canção com que os Céus te glorificam o berço de palha, ao clarão das estrelas: – Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens!

Maria Lúcia Garbini Gonçalves

Maria Lúcia Garbini Gonçalves
Maria Lúcia Garbini Gonçalves

Tradutora, mora em Porto Alegre/RS, estudante da Doutrina Espírita, trabalha no Grupo Espírita Francisco Xavier como médium.

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