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A espontaneidade das crianças!

janeiro 2, 2024

Mateus 5:8 – Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus!

Essa bem-aventurança de Jesus é o tema do sexto capítulo da excelente obra de Sérgio Luís da Silva Lopes, O Código do Monte (1).

Ele analisa cada bem-aventurança em suas sequências originais em capítulos separados, fazendo também possíveis ligações entre elas e os centros de forças humanos, ou chacras. Com isso ele mostra de maneira bem clara como os centros de forças relacionam-se com o desenvolvimento das virtudes que Jesus ensinou no Sermão da Montanha.

É uma obra imperdível, com muito mais conteúdo que o aqui apresentado. Nosso foco neste ensaio, no entanto, é somente a bem-aventurança citada acima em relação às crianças.

Sérgio Lopes começa comentando que Jesus nos ensinou que devemos buscar a pureza de coração das crianças, expressa pela espontaneidade natural delas, pois é uma das ferramentas essenciais para alcançarmos o “reino de Deus”:

Então, trouxeram-lhe criancinhas para que impusesse as mãos e orasse, mas os discípulos repreenderam eles (19:04). Jesus, porém, disse: Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, pois delas é o Reino dos Céus. 19:15 E, impondo as mãos, partiu dali (Mt 19:13-15).

Jesus sugeria que deveríamos nos esforçar para limparmos nossos corações das malícias que vamos adquirindo na vida, diferente de quando éramos crianças puras e espontâneas.  Sérgio observa que “Limpeza significa esvaziamento. Quando limpamos um armário, tiramos dele o que é desnecessário. Sempre que acumulamos coisas em armários e gavetas perdemos espaço, até o ponto em que não cabe mais nada.  Então, precisamos fazer uma limpeza, ou seja, descartamos o que não serve mais e abrimos espaços para caberem coisas novas.”

Sérgio observa o fato de que a criança briga com os amigos e já fazem as pazes, não ficam guardando mágoas por muito tempo, não acumulam “lixos no armário”, atitude que Jesus recomendava também ao referir-se a “limpas de coração”.

As crianças nos encantam com suas observações típicas da sua pureza que até nos divertem. Garanto que o leitor já ouviu alguma dessas de uma delas, ou até assistiu vídeos na internet mostrando as notáveis observações espontâneas que elas fazem. Se quiseres relatar um caso, comente no espaço reservado abaixo, neste site.

Mas e quanto ao centro de força relacionado a essa virtude? Vejamos:

Chacra Laríngeo

Localizado na altura da garganta, esse chacra está relacionado especialmente à nossa capacidade de comunicação espontânea e, portanto, a essa virtude que estudamos, a espontaneidade provinda da pureza de coração. Se associa ao poder da palavra, criando coisas pela palavra, prestando atenção e assumindo responsabilidades pelos nossos atos (2).

Bloqueios nesse centro de foça determinam a perda de capacidade de expressão do indivíduo, com alterações que vão desde perturbações na fala até a livre manifestação dos sentimentos mais autênticos.”

Não por acaso, antes de eu tomar conhecimento desta obra, há um tempo, deparei-me com um experimento feito por estudiosos do comportamento de bebês. Eles mostram as reações de bebês quando são colocados pequenos blocos aos seus alcances sobre uma mesa. As crianças criadas pela família e bem tratadas são curiosas, focadas e espontâneas, demonstrando segurança ao ficarem manuseando os objetos e nem prestam a atenção no que/quem está ao arredor. Já as crianças que estão em instituições de caridade por maus tratos ou abandono, demonstram medo, insegurança, ansiedade, não focam a atenção nos objetos e olham ao redor desconfiadas, além de estarem com o peso abaixo do normal. Veja o comovente vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=XN0Vd6FACeA

Como é importante um olhar cuidadoso às nossas crianças! Como é importante as ações sociais em prol da criança, como a evangelização infantil, como é importante a autorreforma para que não tenhamos mais crianças tolhidas em suas espontaneidades!

Bem, qual a conclusão disso tudo.

A primeira conclusão é que Jesus é um ser espetacular, vejam como as bem-aventuranças são profundas e científicas. Ele foi claro com as parábolas para o vulgo, revelou detalhes aos apóstolos que entendiam mais, e hoje conseguimos relacionar com o nosso organismo energético e nossa psiquê.

A segunda conclusão é que a principal criança a ser curada aqui, somos nós mesmos, que perdemos muito de nossa espontaneidade frutos do que plantamos no pretérito com o nosso livre-arbítrio. Mas tem esperança. A vida é cheia de oportunidades de cura, e o esforço diário em sermos melhores é o começo. A vida futura é o foco.

Por fim, a terceira conclusão é a caridade. O que podemos fazer em prol das crianças com quem convivemos e com as outras todas do planeta Terra? Cada um responderá conforme a sua realidade, mas o ponto em comum é que precisamos “vê-las, ouvi-las”, amá-las, que se o leitor verificar nesta obra de Sérgio Lopes, essa virtude relaciona-se ao centro de força do coração. Tudo em nós está relacionado e direcionado para a nossa evolução espiritual. Que organismo multidimensional incrível que Deus nos deu! Somos muito amados mesmo!

Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus! Quem “vê” uma criança, vê a Deus!

Maria Lúcia Garbini Gonçalves

Referências:
(1) LOPES, Sérgio Luis da Silva. O Código do Monte. Fergs Editora; e
(2) Bibliografia referida por Sérgio Lopes: GOSWAMI, Amid. O médico quântico. São Paulo: Cultrix, 2006. cap.II.

Maria Lúcia Garbini Gonçalves
Maria Lúcia Garbini Gonçalves

Tradutora, mora em Porto Alegre/RS, estudante da Doutrina Espírita, trabalha no Grupo Espírita Francisco Xavier como médium.

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