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Não basta dizer, Senhor! Senhor!

janeiro 29, 2024

Sermos disseminadores do sublime e redentor evangelho de Jesus, procurando levar a todos os recantos e irmãos de humanidade a sua consoladora e libertadora mensagem infinita de amor, realmente traz aos nossos corações uma imensa e intraduzível alegria através da orientação segura e amiga aos que se debatem exânimes.

Se faz sim imprescindível, a ingente tarefa de esclarecimento e iluminação. Contudo, será que bastará tão somente nos colocar na posição de embaixadores das leis amorosas de Deus? Como divulgadores desta bendita doutrina poderemos já nos considerar verdadeiros discípulos do Cristo?

Enfim, pegar a cruz e seguir os caminhos com Jesus não tem sido uma tarefa tão simples e fácil como imaginamos. Descreve o evangelista São Mateus: – “Nem todos os que dizem – Senhor! Senhor! entrarão no Reino dos Céus; mas apenas aqueles que faz a vontade de meu Pai.”

Temos, por exemplo, na parábola do bom samaritano, o sacerdote e o levita, onde, apesar dos conhecimentos sobre as leis judaicas que versavam, ao contrário do samaritano que usou de compaixão e benevolência com o ferido, estes sob alegações intimas e temerosas, nem ao menos, cogitaram de exercer a caridade com aquele próximo.

Embora o cenário e os costumes tenham se modificado até hoje, ainda conservamos no âmago da alma, o velho homem, expressão atribuída por Paulo o apóstolo aos Efésios, como criaturas corrompidas pelos desejos transitórios. De nada valerá, vivermos com o coração inundado de luz, se o amor permanecer represado e indiferente ao trabalho da verdadeira fé. Não alcançaremos o céu sem vivermos a dureza do chão.

Para agradarmos a Deus, tornando-nos pessoas melhores, o bem que falamos, este precisa ser praticado; sermos fidedignos aos preceitos de amor, justiça e caridade, do contrário, caberá aquelas palavras de Jesus se referindo as torpezas dos escribas e fariseus hipócritas: – “Sois semelhantes aos sepulcros caiados, belos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e podridão.”

Não importa a denominação religiosa que escolhemos seguir. Caso não envidarmos esforços condignos a causa do bem que acreditamos defender, em vão será dizermos […] Meu Deus, tenho guardado e espalhado Teus ensinamentos, sem, contudo, lançarmos um olhar de compaixão e ternura a indigência; tenho colaborado nos projetos assistenciais, sem ao menos, ouvir o pobre desventurado que nos bate à porta; mais adiante, exortamos as mais belas preces e mensagens de amor e paz, se no torvelinho de nossas emoções desajustadas, crivamos o coração alheio com golpes cruéis de cólera e azedume.

O barulho pertence aos homens, e o silêncio vem de Deus. Como o homem prudente que constrói sua casa sobre a rocha, ainda que a chuva das tentações e os rios das ilusões tentarem nos arrastar; os ventos da desesperança soprarem os mais nobres e belos ideais; ainda assim, se permanecermos firmes no trabalho da fé e da caridade, seremos como a casa edificada sobre a rocha.

Marildo Campos Brito

Marildo Campos Brito
Marildo Campos Brito

Natural de Bauru/SP, de família espírita, frequenta o Centro Espírita Allan Kardec desde a sua infância. Palestrante há dezessete anos em Bauru e região. Como articulista colabora pelo jornal “Tribuna do Espiritismo” de Matão/SP e “O Idealista” pela USE Regional de Jaú/SP.

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