
Por que as pessoas não gostam de ler e estudar?
Ser espírita é antes de tudo estudar.
A doutrina nos oferece milhares de livros para o conhecimento de diversos assuntos doutrinários, que uma encarnação é insuficiente para ler todos eles. Só do Chico são mais de 450 livros.
Quem lê pelo menos dois ou três livros ou assiste a duas ou três palestras sabe da importância do estudo, principalmente para quem exerce a mediunidade, sabe da importância da reforma íntima, da caridade e da necessidade do cultivo de virtudes. Porém, nem todos estudam. Alguns apenas leem, o que é diferente de estudar. Raul Teixeira fala que médium sem estudo é uma bomba relógio, fala de médium com ciúme da mediunidade de outro médium e do cuidado que todo médium deve ter com sentimentos negativos.
Muitos querem receber espíritos de hierarquia elevada, mas a vivência da caridade, do estudo e da reforma íntima é que vão determinar a condição do médium. Raul fala de médiuns que recebem Bezerra, Joanna de Ângelis, Emmanuel, mas esses são espíritos responsáveis por conduzir a mediunidade de Divaldo e de Chico respectivamente. Todavia, receber esses espíritos dá “status mediúnico”, alimenta a vaidade. Evidentemente seria ótimo que existissem muitos médiuns que tivessem condições mediúnicas para receber espíritos da categoria de Bezerra, Joanna e Emmanuel entre outros.
Atualmente cartas psicografadas de pessoas famosas voltando para contar o que passaram após a desencarnação pululam nas redes sociais. Às vezes de pessoas que desencarnaram há pouquíssimo tempo e que talvez ainda não tenham tido tempo para adaptarem-se à nova vida ou de terem conhecido a nova situação em que se encontram. Por outro lado, existem centros “especializados” em receber cartas psicografadas e que na realidade essas cartas não trazem nenhuma característica que possa identificar o parente desencarnado como aconteceu conosco.
Deve-se ter cuidado não somente com a mediunidade, mas também com o movimento espírita, que, segundo Divaldo, sofre o ataque de espíritos menos felizes desde 2004. Segundo ele, esses espíritos querem varrer o nome de Jesus da história da humanidade. E atacam os espíritas e o movimento espírita, que tem como objetivo reviver o Evangelho de Jesus. E talvez por causa disso, vemos espíritas equivocados ou talvez muito radicais, uns não aceitando nada além de Kardec, nem mesmo Chico Xavier, não aceitando a existência das cidades espirituais como nos ensinou André Luiz em seus livros, porque Kardec não falou em cidades espirituais. Outros já dizem que Kardec está ultrapassado e citam um “pós Kardec”, como dois livros em italiano que nos foi mandado há alguns anos, que um deles chama-se Depois de Allan Kardec.
Essas palavras de Divaldo são preocupantes, porque vemos nas redes sociais desentendimentos quanto a autenticidade e continuidade da doutrina em sua pureza. Uns não aceitam nada além de Kardec, põem dúvidas na confiabilidade dos livros de Chico e outros que dizem estar Kardec ultrapassado e querem introduzir novas revelações ao espiritismo sem um critério analítico.
Em tudo isso vemos a necessidade do orar e vigiar ensinado por Jesus, a necessidade do estudo por parte de médiuns, orientadores e dirigentes das casas espíritas, para não abrir brecha a espíritos que querem banir o nome de Jesus da história da humanidade. Jesus, em sua grandeza, pode por um fim nesse movimento, mas somos nós que devemos provar a nossa fé, a nossa paciência, a nossa perseverança e conduzir ao bem o nosso livre arbítrio.
Orleide Felix de Matos
Notas da autora:
Video do Divaldo citado neste artigo:
Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=jz8-H37DZwc>. Acesso em 17 de fevereiro de 2024.
Video do Raul citado no artigo:
Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=wM7AiqbJO1c&t=999s>. Acesso em 17 de fevereiro de 2024.
Veja também
Ver mais
Programa: Perguntas & Respostas – Qual o real sentido desta máxima? “Que vossa esquerda não saiba a vossa mão direita.”

