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Sempre foi Deus!

fevereiro 25, 2024

Um dia passeávamos numa pequena loja de decoração quando nos deparamos com um quadrinho de madeira onde a seguinte frase estava grafada: “Nunca foi sorte, sempre foi Deus!”. Hoje o quadrinho está na parede de meu escritório.

Deus é muito sutil, mas quando abrimos as portas de nosso coração, ele fica escancarado.

Lembramos deste quadrinho após assistir um filme no Prime Amazon, que não vamos lhes contar o título para não ser spoiler, a menos que nos solicitem no campo abaixo da Agenda Espírita Brasil, onde o leitor pode fazer comentários.

A personagem principal era Samantha, uma musicista que largou sua linda carreira e a partir daí sua vida desorganizou-se, tornou-se agressiva, não visitava mais o seu pai, não queria mais relacionar-se com ninguém e evidenciava um quadro sério de depressão. Um amigo tenta alertá-la, mas em vão. Ela não acreditava em Deus e nem ligava para religião.

Seu pai procurava-a por telefone constantemente insistindo que Samantha fosse visitá-lo e olhasse a caixa de lembranças que a falecida mãe deixou para ela. Ela recusava-se veementemente, pois ali estava a sua grande ferida.

No caminho de casa, ela encontrou uma pequena minhoquinha atravessando a calçada, ao que ela, temendo que o bichinho fosse pisoteado, colocou-a no canteirinho de terra ao lado e ainda espantou um pássaro que poderia caçá-la. Pesquisou o que minhocas comiam e colocou lá no canteiro para ela alimentar-se.

Samantha estava remando contra a maré. Todas as tentativas de encontrar um novo emprego falhavam. Um dia ela resolveu ver seu pai. Ele continuava a insistir que ela visse a tal caixa das lembranças de sua mãe, e ela continuava a recusar-se de ver, já que julgava que sua mãe nunca demonstrou interesse por ela ou a protegera. Seu pai reiterava que ela estava enganada, que sua mãe não só compareceu a todos os seus concertos musicais como guardava todas as propagandas deles na caixa. Isso tudo não a convenceu e ela levou a caixa para o depósito de lixo do prédio. Mas seu pai recolheu de volta assim que ela saiu.

Samantha encontrava-se numa crise tal que experimentou falar com Deus, pedindo ajuda, mas não parecia vir uma resposta.

Ao passar pelo canteiro da minhoquinha, ela encontra o bichinho na calçada novamente e o coloca na terra, porém, esse novamente se dirige para a calçada e Samantha, cansada, resolve deixá-lo à própria sorte.

A crise de Samantha agravou-se a ponto de ela ter ideações suicida e se dirigiu para tentar por em prática a triste ideia. Subiu até o terraço do prédio onde morava, foi até a beirada para se jogar de lá. Na primeira tentativa, olhou para baixo e naquele instante passava um casal com um carrinho de nenê, então ela recuou. Na segunda tentativa passava uma grávida e ela recuou novamente. Na terceira tentativa seu celular soou o aviso de chamada e era o seu pai. Ele especialmente queria contar a ela alguns fatos: quando ele era criança tinha um pesadelo em que foi para guerra e um nazista enfiava uma baioneta em sua barriga, ao que seu pai disse que ele era apenas uma criança, e que estava seguro. Mas quando ia dormir, vinha o pesadelo novamente e ele sentia que o pai não sabia o que dizer ou o que fazer para ele não se assustar. O pai de Samantha prossegue dizendo que quando ela era criança teve um pesadelo e acordou gritando, sua mãe foi ver o que houve e lhe contou que ela tinha sonhado que havia morrido numa guerra. Seu pai contou que se arrepiou todo ao ouvir e perguntou o que a esposa falou a Samantha e ela disse que prometeu levá-la ao show de Jonh Lennon no Madison Square Garden. Com isso os pesadelos acabaram, porque sua mãe sabia o que fazer para ela sentir-se segura, e sabia que ela era uma menina corajosa e que sempre a ajudou a não sentir medo. Samantha chorou muito ao ouvir o relato de seu pai. Ao encerrar a ligação ela olha para o céu e concluiu que houve sim uma resposta de Deus.

Mais tarde, ao passar pelo canteiro da calçada encontra a minhoquinha com o rabo pisoteado na calçada, recolhe o bichinho e pesquisando na internet descobre que minhocas podem regenerar-se com os devidos cuidados que ela estava decidida a ter.

Samantha vai até seu pai e abre a caixa, abrindo também seu coração para uma nova vida, lendo tudo que sua mãe carinhosamente deixou para ela. E a minhoquinha passou a ser seu bichinho de estimação em seu apartamento em uma caixa de areia.

A minhoquinha nem tinha ideia que Samantha existia e cuidava dela. E Samantha, por sua vez, nem sabia o quanto sua mãe a amava e a protegia, e nem percebia a proteção de Deus, cuja existência ela duvidava, mas que agora ela tinha olhos de ver a ajuda que recebera.

Apesar desse filme não ter sido baseado na vida de alguém, não podemos negar que a arte reflete muito de nossa vida real e sabemos que escritores e produtores de cinema recebem muita inspiração do alto, como essa, que tem como mensagem a ideia que Deus nos escuta e age por nós.

Deus tem Seus prepostos organizados em hierarquia de perfeição e que interferem para o nosso bem ou o de qualquer ser de Sua criação, encarnado ou desencarnado. O mais moralmente capacitado ajuda o menos capacitado, e é assim que a Criação de Deus cresce de volta para Ele. Ninguém está só, todos estamos sendo inspirados e protegidos por mensageiros de Deus.

Quando estamos em dificuldade, basta fazermos como Samantha, elevar nosso pensamento e conversar com Deus, porque a ajuda virá de maneira que nem imaginamos, porque todas as preces são escutadas por Deus, através de nossos anjos guardiões. 

“Todos temos, ligados a nós, desde o nosso nascimento, um Espírito Bom, que nos tomou sob sua proteção. Desempenha, junto de nós, a missão de um pai para com seu filho: a de nos conduzir pelo caminho do bem e do progresso, através das provações da vida. Sente-se feliz, quando correspondemos à sua solicitude; sofre, quando nos vê sucumbir.”
– O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.28, item 11

A vida na carne é uma dádiva sagrada de Deus para suas criaturas evoluírem e só Ele sabe a hora que deveremos voltar para o plano espiritual, cabe a nós preservarmo-la do melhor jeito que pudermos. Os nossos amparadores estão sempre dispostos a nos ajudar para que tenhamos força e coragem de continuar a nossa jornada na Terra e acionam os nossos irmãos humanos e até animais como instrumentos de ajuda quando estamos muito fragilizados.

Por isso, precisamos viver no presente, observando tudo, notando tudo, pois poderemos ser instrumentos de Deus para ajudar um irmão de um modo que nem imaginamos, pois é o que gostaríamos que fizesse para nós mesmos, não? Jesus, que é o mais elevado irmão que encarnou em nosso planeta, nos fala isso. 

Nada é por acaso. Não foi sorte, foi Deus!

Maria Lúcia Garbini Gonçalves

Maria Lúcia Garbini Gonçalves
Maria Lúcia Garbini Gonçalves

Tradutora, mora em Porto Alegre/RS, estudante da Doutrina Espírita, trabalha no Grupo Espírita Francisco Xavier como médium.

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