
A constante divina
Espírito nenhum consegue renovar-se sem a influência do Cristo de Deus
“Jesus é o tipo mais perfeito que Deus ofereceu
ao homem para lhe servir de guia e modelo.”
– O Livro dos Espíritos – q. 625
Ele chegou à Terra quando o Mundo se estorcegava nas sufocantes vascas do hedonismo massacrante… O paganismo já perdera sua força como núcleo agregador de Almas e a humanidade mergulhava no vórtice dos sentidos puramente materiais. O despautério e as arbitrariedades romanas atingiam o zênite!…
Vagarosamente a massa popular ─ sofredora ─ começou a identificá-lO como o Guia profetizado nas Escrituras, que a conduziria dos vales tenebrosos da agonia para as formosas regiões da paz espiritual…
Emmanuel enuncia com sabedoria (1): “(…) na Terra, criatura algum logra respirar e desenvolver-se, fora da constante solar, e Espírito nenhum consegue renovar-se e purificar-se sem a influência do Cristo de Deus, que podemos considerar como sendo a Constante Divina”.
A Doutrina ensinada por Jesus, na verdade, não é d`Ele, e sim, do Pai Celestial, de Quem é o Emissário Singular. Ele é a expressão mais pura da Lei do Senhor…
O ensino moral exalado das assertivas Messiânicas é, no lúcido entendimento de Allan Kardec, “(…) o terreno onde todos os cultos podem reunir-se, estandarte sob o qual podem todos colocar-se, quaisquer que sejam suas crenças, porquanto jamais ele constituiu matéria de disputas religiosas…”
Os ensinamentos evangélicos são luzes destinadas a inspirar reformas íntimas e profundas em quantos se coloquem permeáveis aos seus influxos.
Jesus legou para a humanidade um insuperável “vade-mecum”, um Código de Luz, “(…) uma regra de proceder que abrange todas as circunstâncias da vida privada e pública, o Princípio Básico de todas as relações sociais que se fundam na mais rigorosa justiça”.
Acima de tudo as sempiternas expressões evangélicas, constituem-se em seguro e infalível roteiro para a felicidade, ensejando, por outro lado, o descortino da Vida Futura.
A Doutrina Espírita lançando claridades “na letra que mata”, desvela as veredas do Infinito, onde o conhecimento e o amor deverão espraiar-se.
Passamos ̶ através dos apontamentos de Allan Kardec ̶ a compreender os enunciados do Mestre Maior, despojados, então, do sentido figurado, realçando “o espírito que vivifica”.
Inspiradamente exora Emmanuel (1): “(…) compadeça-te de nós, Senhor, e faze sol em nossas Almas! Ilumina-nos com a Tua palavra e restaura-nos as energias em Tua bênção! Guarda-nos em Teu infinito amor e permite-nos a alegria de continuar trabalhando sob a Tua inspiração, ouvindo-Te ─ a cada passo ─ a promessa inesquecível: “quem Me segue não anda em trevas”.
Rogério Coelho
Referência:
VIEIRA, Waldo. Sol nas Almas. 7.ed. Uberaba: CECV, 1988, introdução.
Veja também
Ver mais
Na seara do bem

Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas?

