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Mediunidade

abril 16, 2024

É essencial a identificação do médium com o Evangelho do Senhor

                                               “… A missão mediúnica é uma das mais belas
chances de  progresso  e  de redenção concedidas
por  Deus aos Seus  filhos misérrimos.”
– Emmanuel (1)

 

Toda pessoa que ostensiva ou sutilmente sofre a influência dos Espíritos, é, por esse fato, médium.

A questão nº. 459 de O Livro dos Espíritos não deixa margem a dúvidas: “os Espíritos influem em nossos pensamentos e atos muito mais do que imaginamos. A influência  é tal que, de ordinário, são eles que nos dirigem”.

A mediunidade é aquela luz que seria derramada sobre toda a carne, conforme informação contida no Velho Testamento (Joel, 2:28) e em Atos (2:17 e 18): “(… nos últimos tempos, diz o Senhor, difundirei do  meu  Espírito  sobre toda a carne;  vossos  filhos  e  filhas profetizarão; vossos jovens terão visões e vossos velhos, sonhos. Nesses dias, difundirei do meu Espírito sobre os meus  servidores e servidoras, e eles profetizarão”.

O Espiritismo prático, que é o campo no qual se espraiam os fenômenos psíquicos,  está  inçado de cardos e percalços. Por outro lado, uma vez disciplinada pelas diretrizes contidas na Codificação Kardequiana, torna-se a mediunidade  o mais  precioso  recurso  de  ascensão  espiritual,  a  mais  bela oportunidade de progresso ao alcance de qualquer pessoa.

Sendo luz que brilha na carne”  ─ aduz Emmanuel na obra mencionada em epígrafe  ─ “…a mediunidade é atributo do Espírito,  patrimônio da Alma Imortal, elemento renovador da posição moral da  criatura terrena,  enriquecendo  todos  os seus  valores  no  capítulo  da virtude  e  da inteligência, sempre que se  encontre  ligada  aos princípios evangélicos na sua trajetória pela face do mundo”.

É – absolutamente – essencial a identificação do médium com o Evangelho do Senhor. É condição “sine-qua-non”, a necessidade da autoevangelização do médium a fim de que  não despenque  pelo fosso abissal do personalismo dissolvente, onde estiolam as mais excelentes potencialidades do Espírito.

Emmanuel ainda aconselha, na mesma obra mencionada: “(…) o médium tem obrigação  de  estudar muito,  observar intensamente e trabalhar em todos  os  instantes pela  própria  iluminação. Se um médium espera muito dos  seus Guias, é lícito que os seus Mentores Espirituais muito esperem do seu  esforço. Somente desse modo poderá habilitar-se  para  o desempenho da tarefa que lhe foi confiada, cooperando eficazmente com os Espíritos sinceros e devotados ao bem e à verdade”.

Rogério Coelho

Referência:
(1) XAVIER, F. Cândido. O Consolador.  23. Ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2001, questões 382 e 392.

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

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