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Moldes mentais

abril 26, 2024

Recebemos conforme atraímos e colheremos segundo plantamos

                   “Um pouco de fermento leveda toda a massa.
– Paulo. (gálatas, 5:9)

Magotes imensos de criaturas deixam-se influenciar por lideranças pouco recomendáveis e os deprimentes espetáculos de desbordamentos morais e despautérios passam a temperar o “modus-vivendi” da grande massa popular ingênua, ignorante e maleável.

Mimetizam-se pelos “moldes” que acentuam as cores dantescas da animalidade primitiva oferecendo expansão aos sentidos grosseiros. Daí a formação de grandes  aglomerados quando esses ídolos de barro se apresentam…

A influenciação recíproca é uma realidade na vida de relação. Não só os Espíritos influenciam os encarnados[1], mas também os encarnados influenciam-se mutuamente.

Na área religiosa, as criaturas ─ também  ─ costumam eleger ídolos de barro que as decepcionam, passando a estender a decepção à religião, descoroçoando e  parando  pelos desvios  que falam mais de perto aos sentidos. Na verdade, tais criaturas estavam apenas aguardando um “bode expiatório” para livrar suas consciências das obrigações e deveres  religiosos que ainda não têm espaço em suas vidas, tal a influência perniciosa do materialismo aliado à ambição chã. Nenhuma religião pode ser culpada pelos desvios de seus seguidores infiéis, e, muito menos, a imperfeição desses pode ser estendida a ela… Há  que  se  eleger o “Modelo  e  Guia”  mais perfeito que Deus outorgou ao Mundo[2]: “Jesus“.

Leciona Emmanuel[3]: “(…) não nos esqueçamos de que nossos pensamentos, palavras, atitudes e ações constituem moldes mentais para os que nos acompanham.  Cada dia, por nossa vez, sofremos a  influência alheia  na  construção  do próprio destino.   E,  como  recebemos conforme   atraímos,   e   colheremos   segundo   plantamos, é imprescindível saibamos fornecer o melhor de nós, a fim de que os outros nos proporcionem o melhor de si mesmos.

Todos os teus pensamentos atuam nas mentes que te rodeiam; todas as tuas palavras gerarão impulsos nos que te ouvem; todas as tuas frases escritas gerarão imagens nos que te leem; todos os teus atos são modelos vivos, influenciando os que te cercam.

Nossa vida, em qualquer setor de luta, é uma grande oficina de moldagem.   Escravizar-nos-emos ao cativeiro da sombra ou libertar-nos-emos para a glória da luz, de conformidade com os moldes vivos que as nossas diretrizes e ações estabelecem.

Lembremo-nos da retidão e da nobreza nos mais obscuros gestos.

Recordemos a lição do Evangelho: “um pouco de fermento leveda a massa toda”.

Façamos do próprio caminho abençoado manancial de trabalho e fraternidade, auxílio e esperança, a fim de que o nosso “Hoje Laborioso” se converta para nós em Divino Amanhã”.

Rogério Coelho

Referências:
[1] – KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 88.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, q. 459.
[2] – Idem, ibidem,  q. 625.
[3] – XAVIER, F. Cândido. Fonte viva. 10.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1982, cap.161.

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

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