
Vania Mugnato de Vasconcelos estréia em nossa coluna de Artigos
Vania Mugnato de Vasconcelos, formanda no curso de Direito, é estagiária da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, casada e mãe, espírita desde os 12 anos de idade, é palestrante em centros espíritas no interior de São Paulo, trabalhadora do Centro Espírita João Batista de Jundiaí – SP, onde atua como uma das Coordenadoras do Grupo de Pais. Discípula de Jesus pela Aliança Espírita Evangélica do ABC, atualmente voluntária como oradora em casas espíritas vinculadas a USE Jundiaí e região. Também é oradora nos seminários realizados pelo Instituto Chico Xavier de Itu, em parceria com outros trabalhadores da seara espírita. Articulista espírita em redes sociais e blogs, seus textos e poemas estão todos disponíveis ao público.
Leia seu primeiro artigo em nosso site:
Mais vale uma atitude na mão que um pensamento na mente
É comum que ações, comportamentos, modos de tratar o próximo quando se está dentro do local religioso sejam mais positivas do que acontece na rua, no trânsito, no trabalho, no lar. No local religioso, onde há preleções doutrinárias, doação de energias salutares, atividades fraternais e de caridade, orações conjuntas, felizmente conquista-se algum sucesso na gentileza, prestatividade, educação, paciência; consegue-se mais amiúde um tom de voz suave, evitar a fofoca, estender a mão sem egoísmo, afinal é também para aprender isso que vamos até lá.
No entanto, após a prece final e ao colocar os pés fora da porta, quem consegue manter-se agindo assim? Não cabe a ninguém julgar outrem a respeito disso, é um julgamento pessoal e intransferível. Mas, quem se veste com a roupa da fé é observado, pesado, comparado em suas atitudes com as palavras em que crê.
Obviamente todos erramos, por mais boa vontade que possuamos em acertar. O mal não está em errar. No engano moral cometido por inexperiência, desconhecimento ou pela habitualidade que se procura desconstruir, a consciência acusa, a mente avalia, o coração pede e o comportamento evolui na repetição da tentativa de acertar.
Infelizmente, porém, nem todos agem assim. Há quem erre e não se importe com isso, pois parece-lhe que basta a fé como âncora de salvação. Quem já não reparou nas contradições de alguém que fala o que não pratica?
O fato é que muitos ainda são religiosos de cadeira, pessoas de fé sem mãos, sem boca, sem coração focado no exercício do bem; muitos possuem grande ânsia de encontrar Deus com sua ida semanal ao templo da religião a que se ligam, esquecendo de procurá-Lo no seu dia a dia e nos próprios atos.
Só posso julgar a mim mesma e, acreditem-me, julgo-me com firmeza, cotidianamente. Mas, preocupa-me imaginar quantas pessoas nem pensam que a vida é um exercício permanente de auto superação e o que será delas quando, para esta vida, for tarde demais.
O verdadeiro homem de fé não age apenas no local de sua religião.
Age no mundo.
Vania Mugnato de Vasconcelos
Veja também
Ver mais
Semana Espírita Manoel Philomeno de Miranda – de 06 à 12 de Julho

