
Mediunidade com Jesus
Ao médium cabe disputar a honra de servir e não a de aparecer
“Pela mediunidade transitam as informações
da vida, no ministério da edificação de vidas,”
– Eurípedes Barsanulfo
O inolvidável filho da morigerada cidade de Sacramento, no interior das Minas Gerais diz ainda (1): “mediunidade é instrumento, é meio de que se utilizam os agentes espirituais para confirmar o prosseguimento da realidade, após o túmulo.
(…) Urge que os sinceros discípulos do Evangelho se dediquem com afã à mediunidade socorrista, estabelecendo felizes ligações com o Mundo Espiritual, atendendo aos deveres da solidariedade humana e da caridade, sem se preocuparem com outra coisa que não seja servir, amar e passar adiante, como servidor consciente das suas responsabilidades que, pondo as mãos na charrua, não olha para trás.
Cada minuto é valiosa concessão para a edificação do Reino de Deus nas mentes e nos corações. Se, todavia, o ácido da crítica ou a borra da zombaria, a mordacidade venenosa ou a dúvida sistemática chegar-lhe às portas da Alma, ameaçando-lhe a estabilidade íntima, recorde-se o sincero trabalhador da mediunidade que, mesmo Jesus, quando ressuscitado, não mereceu crédito de alguns companheiros que O amavam, por não aceitarem a informação mediúnica daquela que O vira e com Ele conversara, sendo necessário testemunhá-lO, Ele próprio, convidando o incrédulo a que O tocasse.
Os que demorarem na incredulidade comprovarão – oportunamente – por si mesmos, quando sobre eles baixar a cortina da morte e dealbar o dia novo... Enquanto isso, que o exercício consciente da mediunidade espírita cristã, continue, na Terra, fazendo o bem com uma mão sem que a outra tome conhecimento, nestes dias tumultuados e aflitos que se vivem, prenunciando a hora ditosa da paz com Jesus”.
Vianna de Carvalho ensina com propriedade (2): “o médium deve ser um servidor da vida, a benefício de todas as vidas...
A sua há que tornar-se luta pelo autoaprimoramento, observando as mazelas e estudando as deficiências, a fim de mais crescer na escala dos valores morais, de modo a sintonizar com as Entidades Venerandas, nem sempre as que se tornaram famosas no mundo, mas que construíram as bases da felicidade pelo amanho do solo dos corações na execução do bem.
Ao médium cabe disputar a honra de servir e não a de aparecer; de ceder e nunca a de impor; de amar e jamais a de fruir, apagando-se para que resplandeça a luz da verdade imortal de que se faz instrumento.
Como do homem de bem se esperam a preservação e vivência dos valores éticos, do instrumento mediúnico se aguarda o perfeito entrosamento emocional e existencial entre o de que se faz portador e o comportamento cotidiano.
O médium espírita é simples, sem afetação, desprovido do tormento de provar a sua honestidade aos outros, porque sabe que, no mundo, somente se experimentam aflições, conforme ensinou Jesus (3). Ademais, ele reconhece que está a serviço do Bem, ao qual lhe cumpre atender com naturalidade e paz”.
Rogério Coelho
Referências:
(1) FRANCO, Divaldo. Terapêutica de Emergência. 5.ed. Salvador: LEAL, 2002, cap. 28;
(2) FRANCO, Divaldo. Médiuns e Mediunidades. Niterói: Arte e Cultura, 1990, cap. 15; e
(3) João, 16:33.
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