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O Evangelho como farol

agosto 30, 2017

“Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos.” 
Mateus 23:8

 

Frente ao mundo moderno que se movimenta e expande, em doloroso e acelerado processo de transição, procuremos no evangelho do Cristo Jesus as bases seguras para a nossa reconstrução espiritual para a Vida Eterna.

Busquemos multiplicar as reuniões de estudos cristãos para analisarmos com equilíbrio as lições que o Mestre nos veio ensinar, através das quais, se realmente desejarmos, nos habilitaremos a elevar o coração ao altar da fé renovadora, inicialmente pela compreensão e posteriormente pela vivência de seus ensinos em nossa vida de relação.

Em todas as nossas atividades religiosas, tenhamos como meta a simplicidade demonstrada por Jesus, em suas nobres e amorosas ações para conosco realizadas há mais de dois mil anos, pois, segui-lo através de seu Evangelho, deve ser a preocupação maior do fiel discípulo em busca de sua própria superação.

Dessa forma, preciso se faz entendamos definitivamente que nossas aspirações devem ter como meta primordial levar a luz para onde ainda houver a predominância de trevas, amor para onde o ódio ainda tenha domínio, esclarecimento para onde a ignorância dê as ordens, bom ânimo para onde o desalento escravize os corações enfraquecidos de fé e confiança. Pois, somos sabedores de que não nos bastará uma simples atitude verbalista, é preciso testemunhar em atitudes.

Torna-se imprescindível renovar o coração, buscando purificá-lo dos miasmas pestilentos da revolta, da mágoa, da inconformação, convertendo-o em vaso purificado onde os benefícios Divinos encontrem campo fértil para proliferar estendendo seus reflexos a outros corações ajudando-os em sua jornada evolutiva.

A Grandeza Divina entende a pequenez humana em todos os ângulos de nossa jornada evolutiva. É indispensável reconhecer, que as respostas do Céu às perquirições da humanidade terrestre nunca faltaram.

Construir um castelo teórico ou dogmático, onde a mente repouse à distância da luta, constitui apenas fuga aos problemas, representando uma evasão delituosa de quem recebeu do Alto os dons sublimes do conhecimento para que a Benção do Senhor se transmita a todos os homens.

Por essa razão, compete-nos ouvir o divino chamamento para que apliquemos as lições propostas pela caridade contidas no Evangelho Redentor, em nossas atitudes diárias para que todos os companheiros que marcham pelo roteiro da vida carnal encontrem o caminho da destinação feliz que o criador nos reservou.

  1. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?

“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.

A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque da indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas. Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela. No entanto, quanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa.

O Espiritismo nos assegura que a sepultura não é milagroso acesso às zonas de luz integral ou da sombra completa. Somos defrontados por novas modalidades da Divina Sabedoria a se traduzirem por mistérios mais altos, em virtude da pequenez das nossas percepções atuais.

Busquemos todos, com trabalho e boa vontade, alistarmo-nos no exército dos servidores do bem, transformando-nos, em verdadeiras “cartas vivas” do Mestre dos Mestres a que o Apóstolo Paulo se refere em suas advertências imortais.

Para isso, não nos esqueçamos da Lei Áurea, resumida por Jesus de Nazaré, em “Amarmo-nos uns aos outros, como o ELE nos amou”.

Muita Paz.

Francisco Rebouças

 

 

Referências:
(1) Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos, FEB 76ª edição.
(2) Grifos nossos.

Nota do Editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://estudos.gospelmais.com.br/o-evangelho-e-o-farol-da-vida.html>. Acesso em: 30AGO2017.

Francisco Rebouças
Francisco Rebouças

Pós-Graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos veículos de divulgação espírita no Brasil, Expositor Espírita, criador do programa: "O Espiritismo Ensina".

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