
Novamente o Natal
Embora os problemas complexos e desafiadores destes dias, quando as criaturas humanas estamos em aturdimento e conflitos perversos, lentamente se aproxima a data natalina de Jesus.
De alguma forma, a psicosfera terrestre se modifica e suaves esperanças tomam conta de nossas vidas.
Velhas canções de infância ressoam em nossos sentimentos, páginas de ternura que pareciam esquecidas retornam à nossa memória, a magia dos presépios com figuras de barro ou de porcelana, de madeira ou de marfim nos fazem evocar a noite santa de Belém, enfim, cada um de nós sente o doce fenômeno da Manjedoura, que inaugurou um período novo para a Humanidade.
A grandeza daquele Menino incomparável modificou a História, e, por ser tão extraordinária a Sua vida, não coube nos seus fastos, que passaram a ser narrados antes e depois d’Ele.
No Seu anonimato, viveu em modesta região, Nazaré, na parte baixa de Israel, a Galileia, e quando iniciou o Seu ministério, ofereceu conceitos diferentes dos então existentes, lecionando amor e fraternidade como antes ninguém nunca se atrevera a expressar. Não apenas falou, mas viveu a extraordinária existência de desafios e mudanças sociológicas e psicológicas, que O tornaram modelo e guia para os tempos vindouros.
Ninguém que se compare à Jesus!
Acredita-se que Napoleão Bonaparte é o homem mais biografado da humanidade, no entanto, Jesus o suplanta.
É certo que nem todas as biografias são elogiosas ou místicas, muitas delas são críticas e vulgares, o que é natural, porque todos aqueles que ouvem falar sobre Ele nunca mais são os mesmos: amam-no ou detestam-no.
O Seu comportamento moral incomoda os frívolos e os odientos, ainda hoje, e os Seus silêncios perturbam os vaidosos e exaltados.
Psicoterapeuta extraordinário, alcançou o estado numinoso, e convivendo com os miseráveis da época, não se tornou mais um deles, antes os ergueu à dignidade e à vitória sobre a própria sombra.
Não poucas vezes, a Sua mensagem foi deturpada ou adulterada, propositalmente, para atender a interesses infelizes de homens e mulheres indignos, de dominadores transitórios e perversos, e mesmo assim, à semelhança do ouro que se destaca no cascalho, as Suas palavras são gemas que libertam das paixões inferiores e proporcionam felicidade sem jaça.
Bastam Suas duas frases irretocáveis aplicadas e vividas no comportamento humano e o mundo se tornará melhor, no qual a vida se modificará: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo” e “Não fazer a outrem o que não gostaria que lhe fosse feito”.
No próximo Natal, busca reviver as Suas lições e aplicá-las na conduta íntima, doméstica, social e comunitária para que todos sejamos harmônicos e ditosos.
Divaldo Franco
Nota do Editor:
Publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 13/12/2018
Divaldo Franco escreve no jornal A Tarde – Coluna Opinião – às quintas-feiras (quinzenalmente).
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