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Perante a Pátria

junho 25, 2020

“Ser útil e reconhecido à Nação que o afaga por filho,
cumprindo rigorosamente os deveres que lhe tocam na
vida de cidadão. Somos devedores insolventes do
berço que nos acolhe.” 
(Conduta Espírita, Francisco Cândido Xavier / André Luiz)

Nunca o brasileiro esteve tão perto da vida política. Nunca o cidadão acompanhou tanto o jogo político que interfere em nossas vidas. Antes o comportamento era de conformismo com o erro, aceitação do “rouba, mas faz”, crença quase cega na ideia equivocada de que relações políticas e administração pública eram atividades para poucos, e os demais, maioria, deveriam apenas aceitar decisões impostas de cima para baixo.

Não me refiro a lados, ideologias ou quem está certo ou errado. Eu não sei, desconheço quem possa afirmar. A questão é mais ampla, abrange a todos, não somente parcelas da população: a pátria precisa de quem vista sua camisa para defendê-la: no voto, na atuação política, na vida cotidiana.

O Brasil é belíssimo país, como belos são seus estados e municípios. Mas, a intolerância, o desrespeito, a insensatez, o egoísmo, o caráter corroído pela ambição e desejo de poder, tudo isso mais desvios de conduta moral e comportamental de muitos cidadãos, criam para a nação que nos acolhe, dificuldades que repercutem em todos.

Disse o André Luiz, através de Chico Xavier, que somos devedores insolventes do país, significando que não é o país que nos deve. É certo que vivemos todo tipo de dificuldade e escassez, causadas, bem se sabe, por má gestão e desonestidade. Mas isso resultou de nossa omissão e desinteresse por tempo demais.

Esse tempo acabou. Felizmente despertamos, sabemos que é preciso posicionamento e ação. Falta ainda adquirir a noção de que somos navegantes do mesmo barco. Se afundar, não importará de que lado estivemos. É preciso observar melhor quem são os verdadeiros inimigos da pátria, não o nosso vizinho ou parente, mas aqueles que usam mal a nossa confiança. O respeito mútuo deve ser revivido, forças devem ser somadas em prol da coletividade e do país em que vivemos. Devemos ser responsáveis.

O Livro dos Espíritos, na questão 802, esclarece que “não é por meio de prodígios que Deus conduzirá os homens. Na sua bondade, ele quer deixar-lhes o mérito de se convencerem através da razão”. O trabalho a ser feito é nosso, não de Deus.

Vania Mugnato de Vasconcelos

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em Wikipédia. Acesso em: 25JUN2020.

Vania Mugnato de Vasconcelos
Vania Mugnato de Vasconcelos

Advogada, Bacharel em Serviço Social, pós-graduada em Recursos Humanos. Casada, mãe, espírita desde os 12 anos de idade, palestrante em vários centros no interior de São Paulo. Trabalhadora do CE João Batista de Jundiaí – SP, atua na casa como palestrante e Coordenadora do Grupo de Pais. Discípula de Jesus pela Aliança Espírita Evangélica do ABC, é oradora em casas espíritas vinculadas à USE Regional Jundiaí. Também é oradora em seminários realizados pelo Instituto Chico Xavier de Itu, em parceria com outros trabalhadores da seara espírita. Articulista espírita em redes sociais, jornais e blogs, seus textos e poemas estão disponíveis ao público na internet, bem como possui canal de vídeos no Youtube contendo palestras e estudos espíritas.

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