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outubro 5, 2021

“Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de
mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta – te daí para ali e ela se
transportaria, e nada vos seria impossível” (Jesus)

Palavrinha pequenininha que eu sempre tive dificuldade em entender e, além disso, sempre achei que não tinha o suficiente”, e me culpava por isso. Para melhor entender o negócio fui estudar e refletir.

E este foi o resultado. Duas questões me caíram naquele momento:

Pergunta e resposta 13 do capítulo XXV do Livro dos Médiuns. Chamo a atenção para a segunda parte da resposta “a fé se desenvolverá com o desejo do bem e a intenção de instruir-se” (grifos meus).

Vou dividir assim uma frase que todos nós conhecemos, deixada para nós pelo Espírito da Verdade: Espíritas, Amai-vos e instruí-vos”

Voltando para a resposta do livro dos médiuns, livremente, traduzo desejo do bem, como amar e Intenção de intruir-se, nem seria necessário, como instruí-vos.

Daí deduzi que a fé não é algo como um dom. É comum afirmarmos que fulano ou sicrana é uma pessoa de muita fé e, às vezes, até invejamos isso. Vamos ver mais um pouquinho.

Capítulo XIX do Evangelho Segundo o Espiritismo: “A fé, para ser proveitosa, deve ser ativa”, novamente grifo meu, ou seja, ela não é sentida, ela é exercida.

Recordo-me de sentir um enorme alívio no meu coração. Se eu não sentia minha fé, do jeito que acreditava que deveria, eu a desenvolveria continuando na minha caminhada de instrução e trabalho no bem, expandindo minhas inteligência e consciência.

Afirmamos, categoricamente, na nossa Doutrina: “Fora da caridade não há salvação” e não é que, além de tudo, ela ainda nos reforça a fé?

Quanto mais instrução e mais amor, mais fé desenvolverei. Mais uma dívida de gratidão à essa Doutrina que me devolveu a autonomia, a capacidade de desenvolver outra virtude, por mim mesmo.

Muito mais fácil agora de entender Tiago 2:17. “A fé, por si só, sem obras, está morta.”

Fé sem obra é luz que não ilumina, fonte que não sacia, semente em solo infértil. 

Mas, refletindo um tanto mais, a fé a que se refere o Mestre, lá no início do texto, não é, única e exclusivamente a fé em Deus mas, me parece, principalmente, a fé em si mesmo, a fé na nossa capacidade de realizar. Ela deve ser instrumento pelo qual se faça algo pelos outros e por nós mesmos. E agora é que me questiono, se é possível desenvolver essa fé em Deus porque não desenvolvemos a fé em nós mesmos? Como fazer? Afinal de contas ouvimos da boca do Mestre: “Sois deuses”.

De nada adianta acreditar em Deus mas não dar um único passo na solução dos nossos próprios desafios. Quando temos fé e nos movimentamos para uma solução nada nos impedirá, tanto no bem que podemos fazer ao próximo como, principalmente, naquele que podemos fazer a nós mesmos. 

Então, se você que lê esse texto agora, como eu, duvidava ou ainda duvida, de vez em quando da própria fé, saiba que um pouco mais de amor no coração e, ainda melhor, amor em ação somada a uma melhor capacitação pessoal, com a angariação de conhecimento fará de você alguém com muito mais recursos de fazer algo de bom, por você e pelos outros e, talvez, o nome disso seja fé.

André Tarifa

Nota do editor:

Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://pixabay.com/pt/photos/religi%c3%a3o-f%c3%a9-cruzar-luz-m%c3%a3o-3717899/>. Acesso em: 05OUT21.

André Luis R. Tarifa
André Luis R. Tarifa

Trabalhador espírita desde os 12 anos de idade, eterno aprendiz, tenho um canal no Youtube onde compartilho meu aprendizado e as belezas da poesia. Atualmente desenvolvo os meus trabalhos no Centro Espírita Mansão da Esperança em São Paulo, SP.

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